Enem movimenta escolas de Itabira
Uma grande parte dos candidatos realiza as provas no Emza, no Centro

Centenas de candidatos chegaram, no começo da tarde deste sábado, 5 de novembro, aos locais onde são aplicadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na cidade de Itabira. Colégios como a Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (Emza) e a Fundação Itabirana Difusora do Ensino (Fide) ficaram lotados.
O Enem começou hoje (5) para 8,6 milhões de inscritos em todo o país. No entanto, uma parcela de candidatos terá suas provas adiadas para 3 e 4 de dezembro em função das ocupações dos locais de provas.
Os portões das instituições foram fechados às 13h. Nesse primeiro dia, os estudantes respondem a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Os candidatos terão quatro horas e 30 minutos para concluir a primeira etapa. O aluno poderá deixar o local após duas horas do início da prova.
Ocupação de instituições preocupa
A itabirana Weslainy Campos, 19, presta o exame pela segunda vez. O foco dela é entrar no curso de Nutrição em uma universidade federal ou, ainda, tentar uma bolsa de estudos na rede privada de ensino. “Estou muito ansiosa. Estudei até ontem e só descansei hoje pela manhã”, citou.
O Ministério da Educação adiou para dezembro as provas dos candidatos que fariam o exame em prédios ocupados, em protestos, por estudantes. A prova aplicada em dezembro terá o mesmo modelo e nível de dificuldade do Enem deste fim de semana, mas com questões diferentes.
O adiamento das provas preocupa Weslayne. Para ela, haverá desigualdade no desempenho dos alunos. “Isso pode comprometer o desempenho, penso. Quem for fazer a prova em dezembro, terá um pouco mais de tempo para estudar. Já que estamos com esse problema, deveria ser adiado para todos os participantes”.
Dedicação aos negócios da família
Yuri Couto, 18, veio de Bom Jesus do Amparo para fazer o exame na Fide. O objetivo dele é, a partir de uma boa média na prova, tentar os cursos de Agronomia ou Administração nas escolas federais de Minas Gerais. Ele conta que a família tem propriedade rural no município onde mora, além de um negócio de doces. Para ele, é importante dar suporte ao empreendimento familiar. “Os dois cursos vejo como interessantes para aplicar onde moro. Há muita terra e meios de empreender e por isso a Agronomia. A Administração também é uma boa possibilidade porque posso ajudar meu pai a gerir os negócios. Vou tentar e dar meu melhor, o que não pode é desistir daquilo que ser quer”, diz.
Yuri Couto