Mulheres relatam dificuldades e ganham apoio para desenvolver negócios
A proposta da Acita é que haja encontro mensais, com debates, consultorias, palestras e cursos
Aconteceu na noite dessa segunda-feira, 26 de setembro, mais um encontro da Câmara da Mulher Empreendedora, na Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), em Itabira. Além de disseminar o ideal empreendedor entre as mulheres, difundir e promover o associativismo, o encontro apresentou um levantamento realizado pela associação, com dados sobre as mulheres empresárias do município. O evento reuniu mulheres empresárias e profissionais liberais.
O presidente da Acita, Eugênio Müller, fez a apresentação do evento e enfatizou a importância das mulheres no empreendedorismo da cidade. Em seguida, a presidente da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora, Cristiane Ferreira Andrade, falou sobre sua jornada como mulher, empresária e professora. Cristiane destacou que se aproximou do empreendedorismo em um trabalho realizado pela Câmara em Betim.
Empreendedoras presentes, como Maria Conceição Barcelos, conhecida como "Lili", do Restaurante Lili e Maria Lúcia, da Auto Elétrica Gilberto, contaram suas histórias de vida. Ambas falaram sobre superação, como conciliar empresa com família e ser mulher empreendedora.
A Câmara da Mulher Empreendedora foi lançada no dia 8 de março deste ano.
Dados
Posteriormente, a diretora da Acita, Marli Áurea da Matta Lacerda Lage, apresentou os dados do levantamento, feito com 30 mulheres empreendedoras de Itabira.
O estado civil da maioria delas é casada (ou amasiada), com 63,3%. 20% das mulheres são solteiras. A maioria das empresas se encaixa como micro ou pequenas, 43,3%. Apenas 16,7% delas não são registradas. 16,7% são ONGs, instituição ou associação.
69% das empreendedoras possuem a empresa com endereço comercial independente. 31% alegaram que a empresa funciona em casa ou no lar de algum sócio ou parente. No segmento das empresas, a maioria é do ramo de serviços, 66,7%. Em segundo lugar, comércio e em terceiro, indústria. O levantamento também revelou que a maioria das empresas, 53,3% não são associadas da Acita.
Diagnóstico
A partir do levantamento, foram constatadas as principais dificuldades das mulheres empreendedoras. Mais de 50% responderam que precisam entender mais de administração de empresas. As mulheres também disseram ter dificuldades de falar em público, vender seu produto, obter crédito, entre outros. Diante da demanda, a Câmara da Mulher Empreendedora definiu ações para eliminar os problemas diagnosticados.
Em outubro, haverá uma capacitação sobre “Entender de Administração de Empresas”. Em novembro, “Falar em Público”; em dezembro, “Lidar com Equipe”; em fevereiro de 2017, “Obter Informações de Mercado” e em março de 2017, “Layout das Empresas”.