Secretário de Pimentel diz que 9ª fase da Operação Acrônimo é desnecessária

O secretário da Casa Civil e Relações Institucionais de Minas Gerais, Marco Antônio de Rezende Teixeira, foi alvo da Polícia Federal

Secretário de Pimentel diz que 9ª fase da Operação Acrônimo é desnecessária

O secretário da Casa Civil e Relações Institucionais do governador Fernando Pimentel (PT), Marco Antônio de Rezende Teixeira, classificou como "desnecessária e incompreensível" a 9ª fase da Operação Acrônimo, que foi deflagrada na última sexta-feira, 23 de setembro.

Foi um cumprido mandado de busca e apreensão no apartamento de Marco Antônio, no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte. Além dele, também o presidente da Empresa de Processamento de Dados de Minas Gerais (Prodemge), Paulo Moura, tiveram emitidos também mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a depor. Ambos, no entanto, estão viajando.

Marco Antônio considerou a ação desnecessária e incompreensível. “Já prestei depoimento anterior com data agendada", afirmou o secretário. O auxiliar de Fernando Pimentel disse não ter tomado conhecimento de que a porta de um cômodo de sua residência foi aberta à força por um chaveiro, a pedido da Polícia Federal (PF). Os agentes ficaram por cerca de 4 horas na residência de Rezende e saíram com dois malotes lacrados. A porta de entrada da residência foi aberta pela empregada da família, acionada pela PF por volta das 7h.

O outro integrante do governo de Fernando Pimentel com mandado de condução coercitiva emitido, Paulo Moura, viajou na manhã desta sexta-feira para o Rio de Janeiro, onde passaria o fim de semana. O advogado de Moura e Rezende, José Sad Júnior, disse que o presidente da Prodemge retorna ainda nesta sexta a Belo Horizonte. O advogado afirmou que a operação da PF em um dia em que nenhum dos dois estavam na cidade, e no aniversário de Rezende, foi "uma infeliz coincidência". Sad também classificou a operação como desnecessária. "A empresa MOP, que tinha os dois como sócios, já foi extinta e seus documentos já foram apreendidos em outra fase da Acrônimo". A MOP é uma das firmas investigadas pela PF e com sócios ligados ao governador.

Os papéis, conforme o advogado, estavam em uma sala na Rua do Ouro, no Bairro Serra, também Região Centro-Sul da capital, onde funcionava o escritório utilizado pelo hoje governador de Minas em período anterior ao da eleição, pelo menos. Os documentos, ainda conforme Sad, estavam em outra sala que não a usada por Pimentel. A PF já esteve nesse prédio por duas vezes em outras fases da Acrônimo.