Palestra com Fábio Veras encerra em grande estilo a programação do WIN 2016
Palestrante Fábio Veras afirmou que Itabira deve pensar no mundo digital como alternativa para a diversificação econômica da cidade
A programação do Workshop Itabirano de Negócios (WIN) 2016, realizado na Ativa, se encerrou na noite desta sexta-feira, 26 de agosto, com uma palestra que falou sobre como o empreendorismo digital é o caminho para o desenvolvimento no futuro.
Antes da palestra, uma apresentação da Orquestra de Câmara da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade foi a atração no auditório montado no evento. Comandado pelo maestro Cláudio Lage, foi apresentada uma releitura da 5ª Sinfonia de Beethoven e também obras da época do barroco francês.
Fábio Veras, que é assessor de ecossistemas de startups da presidência da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), começou a sua palestra dizendo que iria compartilhar a experiência de ter visitado vários lugares do mundo, como o Google, universidades de primeira linha e de ter desenvolvido projetos no Sebrae.
O assessor da Fiemg explicou como é possível construir uma cidade empreendedora e inovadora. Fábio argumentou que o mundo mudou tanto que um curso superior hoje não é mais garantia de emprego. Ele também lembrou que a mente empreendedora de Itabira veio de Santa Maria de Itabira, com os comerciantes de lá.
Fábio disse que em Itabira não há uma visão de futuro e que o município precisa pensar em uma solução, já que não haverá outra mineradora, tampouco uma montadora de veículos ou uma fábrica de fogos de artíficio na cidade. Ele procurou explicar que não é o tamanho que define o sucesso de um lugar, já que há exemplos no mundo de países pequenos que conseguiram se desenvolver e conseguir um PIB (Produto Interno Bruto) alto, como Singapura.
O palestrante também falou que existem ideias extraordinárias na cidade e deu como exemplo o próprio WIN. Só que, para ele, Itabira busca sempre o caminho mais curto, e esse não é rumo certo.
Fábio explicou que o futuro é o mundo digital. Para isso, a cidade precisa aprender a se adequar a natureza dos negócios. Ele citou como exemplo a Kodak, que foi a primeira a pensar em uma câmera digital, mas ficou com medo de acabar com o negócio de filme fotográfico e acabou falindo.
O assessor da Fiemg explicou que a nova geração deve ser responsável por transformar a cidade. “O novo itabirano deve ser empreendedor digital. O mundo está cheio de experiências que mostram como Itabira pode ser uma cidade referência no mundo se apostar nessa área. É preciso menos advogados, menos tudo. Mais engenheiros mecatrônicos, de automação, de computação e muito curso técnico de programação para essa Itabira digital”, afirmou.
Impressora 3D
Fábio Veras também falou sobre como a indústria da mineração vai mudar, já que sua aplicação será diferente no futuro. Ele citou como exemplo do mundo digital no futuro as impressoras 3D. “O minério de ferro vai continuar sendo necessário. Mas, a forma de aplicação vai mudar radicalmente. E aí a impressão 3D tem casos tão extraordinários, que há impressão de comida. Pensa, você vai estar em sua casa e recebe um cartucho com um nutriente para imprimir a sua comida”, contou.
Ele disse ainda que Itabira pode se apropriar da impressão 3D não como futurismo, mas sim uma realidade, pois há elementos na cidade para fazer isso acontecer, como a Unifei.