Mercado de trabalho e universo cultural na tarde desta sexta no WIN 2016
Giovani Nunes falou sobre as oportunidades do mercado de trabalho
O último dia do Workshop Itabirano de Negócios (WIN) 2016, nesta sexta-feira, 26 de agosto, que é realizado na Ativa, tem sido marcado por diversas oportunidades do público conferir palestras, painéis e workshops sobre música como negócio, oportunidades do mercado de trabalho, indústria criativa, possibilidades do turismo local e diversificação econômica.
Uma das atrações desta tarde foi o painel “Nosso Negócio é Música!”, que contou com a participação da produtora cultural do grupo Meninos de Minas, Selma Duarte, e o maestro da Orquestra da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Cláudio Lage.
Selma começou falando sobre o projeto Meninos de Minas. De acordo com ela, as crianças e adolescentes constroem os instrumentos, muitas das vezes utilizando materiais recicláveis, e aprendem a tocar. Selma também disse que a história do grupo nasceu em 1999, quando surgiu a primeira ideia. Porém, a primeira turma só foi formada em 2010.
Já o maestro Cláudio Lage contou que a música entrou desde cedo na vida dele. Ele contou que começou tocando guitarra, aprofundou no estudo da música e acabou indo para o violão clássico.
O público presente no auditório do WIN 2016 interagiu com os participantes do painel, com um bate-papo sobre música, desafios e oportunidades.
Diversificação econômica com música
Um dos principais temas abordados no painel foi sobre como a música pode contribuir para a diversificação econômica. De acordo com o maestro Cláudio Lage, as vezes as pessoas não tem noção do tamanho que é o mercado de música e o quanto ele movimenta. “O mercado é diverso, já que você pode ter música para evento, casamento, a parte pedagógica dos professores de música, tem os produtores musicais. Pode ter também estúdios de gravação, você tem as bandas, lojas que fomentam o mercado. Ou seja, é uma cadeia grande se a gente for analisar”, explicou.
Já Selma Duarte reforçou o discurso do maestro Cláudio, falando da dimensão da indústria criativa. “Um show que a gente faz tem o técnico de som, um técnico de luz, tem transporte, lanche, uma equipe de produção, a gráfica que faz os ingressos, a empresa de divulgação. É toda uma cadeia produtiva em torno de um show”, afirmou.
Mercado de trabalho
Outra atração na tarde desta sexta-feira no WIN 2016 foi o workshop "Mercado de Trabalho: Condições e Oportunidades no Mundo Globalizado", que foi ministrado pelo orientador de cursos e consultor em segurança do trabalho do Senac, Giovani Nunes.
Ele explicou que a ideia é mostrar para as pessoas que nesse momento de crise é a hora de se especializar. “É isso que o mercado está pedindo, especialistas. Estamos tratando das principais profissões que o mercado vai exigir até 2020, segundo pesquisas”, disse.
Segundo Giovani, as áreas que serão mais carentes são as profissões de nível técnico dos cursos de logística, automação, meio ambiente e segurança do trabalho. Na parte de curso superior, o especialista do Senac explicou que irão fazer falta profissionais das engenharias de automação, mobilidade e de logística.
O workshop teve um momento de interatividade, em que os participantes foram divididos em grupos para participar de uma dinâmica. Giovani explicou que a proposta era que as pessoas fossem participativos, criativos e que buscassem o ineditismo. “A proposta da dinâmica é vender um produto difícil. No caso uma suíte de motel, com o tema Pokémon Go”, explicou.