Reunião discute prestação do serviço da Cisne em Itabira
A reunião foi realizada na sede da Transita, no bairro Pará, na manhã desta quarta-feira, 17 de agosto

Representantes do Conselho Municipal de Trânsito, Conselho Municipal do Idoso, Transita, Procuradoria Jurídica de Itabira, Procon e Polícia Militar se reuniram na manhã desta quarta-feira, 17 de agosto, para tratar da prestação de serviço da Transportes Cisne na cidade. O encontro foi na sede da Transita, no bairro Pará.
Dois pontos principais foram discutidos: a entrada de pessoas com dificuldade de locomoção e idosos e a retirada de uma linha experimental que ligava o Terminal Rodoviário ao Hospital Carlos Chagas.
O presidente do Conselho Municipal de Trânsito, João Miguel Abreu, disse que recebeu denúncia de que idosos estavam sendo impedidos de entrar pela porta de trás dos ônibus, após a Cisne ter colocado um adesivo de advertência na porta traseira. Os representantes da empresa, Albino Pinheiro e Bruno Figueiredo, explicaram que não existe essa proibição, já que, por lei, o idoso pode entrar pela porta da frente ou de trás. Eles também explicaram que a determinação para a entrada de deficientes pela porta da frente se deu porque pessoas se aproveitavam que o motorista abria a porta traseira e entravam sem pagar.
Os representantes da Cisne também explicaram que essa orientação já existia. “Alguns usuários reclamavam com o motorista e o agente de bordo, que desconheciam essa regulamentação. Por isso, agora, a empresa resolveu afixar nos coletivos”, explicaram. Eles também falaram que o embarque pela porta da frente tem diversos benefícios, tais como mais segurança, já que o motorista consegue visualizar o passageiro, e que se o idoso passa pela catraca, com o cartão, ele é contado no sistema de bilhetagem eletrônica, que é utilizado para determinar os horários e paradas com maior demanda, para otimizar o serviço.
O adesivo foi mostrado na reunião, a pedido do representante da Polícia Militar, tenente Caldeira. Ele argumentou que poderia ser aprimorado, já que a peça publicitária não aborda nada sobre idosos. Os representantes da Cisne responderam que isso não é necessário, já que o idoso possui identificação, podendo escolher por qual porta embarcar.
De acordo com Flávio Raimon, superintendente da Transita, não faz sentido discutir agora se o adesivo é ou não legal, já que está sendo realizada uma nova regulamentação do serviço de ônibus em Itabira. “Haverá uma manual de identidade visual, que já está com cerca de 90% do conteúdo concluído. Assim que estiver pronto, será enviado ao conselho para deliberação”, afirmou.

Retirada de linha
Outro assunto tratado na reunião foi a retirada da linha que fazia a ligação entre o Terminal Rodoviário e o Hospital Carlos Chagas. O presidente do Conselho Municipal de Trânsito, João Miguel Abreu, disse que a linha foi retirada sem qualquer comunicação. Os representantes da Transportes Cisne esclareceram que a Transita foi comunicada e que a linha era experimental.
Albino Pinheiro, gerente da Cisne, disse que a linha foi um pedido da nova administração do hospital. “Fomos chamados para uma reunião lá no hospital, juntamente com a Transita. Eles que pediram essa linha. Só que ela não teve demanda”, argumentou.
De acordo com a empresa, algumas viagens tinham apenas dois passageiros. Flávio Raimon, da Transita, confirmou e afirmou que fiscais comprovaram que não havia demanda para a linha. Por isso foi suspensa.
Questionado por João Miguel se outras linhas não podiam ser esticadas até o hospital, Bruno Figueiredo, da Cisne, disse que mesmo a linha 110, Clóvis Alvim/Carlos Chagas, já apresenta queda na demanda por causa das mudanças nos hospitais de Itabira. “Se colocar outra linha vai prejudicar ela. Não tem demanda e vai atrasar os horários”, disse.
Falha de comunicação
O conselheiro Mozart Alves disse que há falha de comunicação da Cisne em não informar aos usuários as mudanças no embarque pela porta de trás e na remoção da linha experimental. A Cisne respondeu que essa comunicação é de responsabilidade da Transita.
O presidente do Conselho Municipal do Idoso, Lucas Alvarenga, disse que quase não chegam reclamações da empresa para ele. Representantes do Procon e da Transita também afirmaram que são poucas as reclamações de usuários sobre a prestação de serviços da Cisne no munícipio.