Operação Enchido mira venda ilegal de carnes em Minas

Dois homens foram presos e diversos materiais apreendidos durante a ação

Operação Enchido mira venda ilegal de carnes em Minas
Foto: PCMG/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nessa quinta-feira (1º), a operação Enchido, visando ao cumprimento de três mandados de busca e apreensão domiciliar em Uberaba, no Triângulo Mineiro. As ordens judiciais foram cumpridas em uma casa localizada em condomínio de luxo da cidade e em dois comércios.

Durante a ação, os policiais prenderam dois homens, de 39 e 42 anos, e apreenderam celulares, documentos, dois carros e dezenas de quilos de carnes impróprias para o consumo.

As investigações, coordenadas pela Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Rurais, tiveram início há dois meses, após a informação de que um homem, de 45 anos, estaria vendendo em seu açougue, no bairro Maracanã, carnes que haviam sido furtadas ou roubadas.

O nome da operação faz referência à fábrica de linguiça do investigado, um tipo de embutido, vendido de forma irregular, inclusive com suspeitas do enchimento com carnes de animais exóticos.

A ação, que contou com o envolvimento de 12 policiais civis, teve a participação ainda da Vigilância Sanitária, responsável pela fiscalização e interdição do açougue alvo da investigação.

Investigações

Levantamentos indicam que o empresário investigado adquiria animais bovinos provenientes de crimes cometidos em cidades vizinhas, a preços abaixo do valor de mercado e sem o devido controle de qualidade, expondo à venda alimentos impróprios para o consumo.

Ainda durante as investigações, policiais civis apuraram o possível envolvimento do empresário em outros crimes. Ele é suspeito de manter uma empresa de venda de placas fotovoltaicas, sobre as quais há indícios de que também seriam adquiridas de maneira ilícita e revendidas no mercado local, em uma espécie de lavagem de dinheiro.

O homem, conforme apurado, também teria o hábito de portar arma de fogo e há a suspeita de que ele tenha recebido auxílio emergencial de forma irregular.

*Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais