Trabalhadores da Vale votam em primeira sessão de assembleia que definirá sobre PLR
Todos os trabalhadores votaram secretamente em uma urna
O Sindicato Metabase de Itabira e Região realiza nesta quinta-feira, 21 de julho, assembleia para que os trabalhadores da Vale possam votar se são a favor ou não da proposta feita pela mineradora para pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Serão duas sessões. A primeira aconteceu às 9h30 e a outra está prevista para começar às 18h30. A assembleia seria realizada na rua do Sindicato, mas, devido ao número de trabalhadores abaixo do esperado, acabou acontecendo no auditório do sindicato.
O Metabase esperava mobilizar um número expressivo de trabalhadores para deliberar a aceitação ou não da oferta, algo perto de mil, mas na sessão da manhã compareceram proximadamente 200 trabalhadores. O presidente interino do sindicato, Marcos dos Santos Oliveira (Marcão), acredita que a Vale não quis correr riscos. “Acredito que a Vale preferiu não correr o risco e deixou o trabalhador vir de forma espontânea, que é o melhor. Assim todo mundo ganha. O certo é isso, a empresa não induzir o trabalhador”, salientou.
A assembleia deste ano está um pouco diferente dos anos anteriores, pois normalmente a Vale envia os trabalhadores para o encontro. “Este ano a Vale não mandou os trabalhadores nos ônibus. Normalmente tem muito mais pessoas”, contou Marcão. “Como tem poucas pessoas, é difícil dizer o que irá acontecer aqui hoje. É muito imprevisível”, disse, se referindo ao resultado da votação, que será concluída ainda nesta quinta-feira, por volta das 21h.
Trabalhadores
O sindicato marcou a assembleia após diversos pedidos dos trabalhadores, que cobravam esclarecimentos sobre a proposta feita pela companhia. Alguns trabalhadores lamentaram o que chamaram de “ausência de diálogo do sindicato com a categoria".
O escavadeirista Wellington de Souza acredita que com a assembleia os trabalhadores conseguirão mostrar o que realmente querem. “Eu acho que o sindicato está exagerando e os trabalhadores precisam expor suas opiniões”, disse, salientando que no momento atual de crise econômica, “o melhor é aceitar a proposta da mineradora”.