Crimes assustam moradores de comunidades rurais de Itabira
Moradores afirmam insegurança em área com patrulhamento policial escasso
Casos frequentes de furtos e roubos são motivo de preocupação dos moradores das localidades de Córrego do Meio, Posto Agropecuário e Baixada Grande, em Itabira. Eles relatam constantes casos de arrombamentos a residências, assaltos e a intimidação do tráfico de drogas, que cresce na região. Os populares reclamam de falta de patrulhamento policial nas áreas rurais e comunidades mais isoladas da zona urbana de Itabira. O afirmado abandono dessas áreas, queixam, tem atraído a atuação dos bandidos.
O presidente da associação de moradores de Córrego do Meio e Baixada Grande, Eli Vitor Pereira, cita que ao longo dos últimos 30 dias, pelo menos seis casas foram arrombadas nessas localidades – isso, ressalta, do que a associação tem conhecimento. Segundo ele, somente na última semana três famílias tiveram as casas invadidas por criminosos e os pertences levados.
A preocupação com a violência ocorre principalmente à noite, uma vez que a iluminação pública é precária na região rural. A sensação de insegurança vai além e abrange também outras comunidades, como os territórios de Candidópolis e Capão de Cima, alerta Eli. “São cerca de 900 moradores que vivem essa sensação de insegurança”, diz, em tom de preocupação.
Vítima
O aposentado Ilton Martins do Carmo tem uma casa em Córrego de Meio e a residência foi arrombada na noite de quarta-feira para quinta-feira. Os invasores deixaram um rastro de destruição dentro do imóvel: toda a mobília foi revirada e destruída, pias e vasos sanitários foram quebrados e uma série de danos foi registrada. A polícia foi acionada, mas nenhum suspeito foi detido.
O itabirano disse que não é a primeira vez que sua família é vítima dos arrombamentos. Dos casos levados à Polícia Militar, ele tem três boletins de ocorrência registrados. Mas, outros episódios ocorreram que não foram informados à corporação. Na casa em Córrego do Meio, ele e a família vão com maior frequência aos fins de semana. Na última invasão, os criminosos levaram panelas e utensílios de cozinha, como um botijão de gás.
“Sentimos que essa região é esquecida. A patrulha rural praticamente foi extinta. Quando havia o patrulhamento rural as rondas já eram poucas, agora elas já não acontecem. E falta iluminação nas ruas. A noite todo mundo tem medo de sair. É um sentimento de insegurança”, desabafou o aposentado.
Deficiência
DeFato Online procurou a Polícia Militar no município. O comandante do policiamento dentro da cidade de Itabira, capitão Werner Leonardo dos Santos, reconheceu uma deficiência no efetivo destinado ao patrulhamento rural da cidade.
No entanto, o oficial citou o fato de nem todos os moradores procurarem as autoridades quando são vítimas dos crimes. Ele ressaltou que para a Polícia Militar é essencial que o registro seja feito porque é por meio dele que a corporação toma o conhecimento do fato e programa suas ações para prevenir fatos futuros.
O planejamento estratégico da PM, continuou, é desenhado tendo em vista onde há demanda da atuação da polícia, uma vez que a maior parcela do aparato da corporação é destinada à área urbana itabirana.
O militar frisou que uma atenção especial será dada aos impasses relatados na comunidade de Córrego de Meio e outras localidades no entorno. Ele antecipou que irá sublocar unidades urbanas para atendimento às demandas. “A Polícia Militar irá mobilizar esforços, visar o patrulhamento preventivo da comunidade e adjacências e trabalhar para identificar os possíveis autores desses crimes e leva-los à Polícia Civil”, pontuou, por telefone.