Há mais de 10 dias, bueiro jorra e causa transtornos a moradores e pedestres
Quantidade de água que retorna de bueiro chama atenção
Um bueiro com problemas tem dado dor de cabeça a moradores e pedestres no prolongamento da rua Sebastião Calixto da Mata, na região do bairro Praia, em Itabira. A tubulação está com problemas e, há mais de dez dias, tem jorrado água sem parar. “É um cheiro terrível”, disse uma internauta em contato com a redação de DeFato Online.
O problema está no trecho da rua que se prolonga após a rotatória da rua João Camilo de Oliveira Torres e vai até o trevo para a avenida Cristina Gazire. A quantidade de água que retorna pelo bueiro impressiona e tem gerado reclamações também nas redes sociais. “Já acionamos a Prefeitura e o Saae, mas ainda não solucionaram o problema”, reclamou uma moradora.
Em um grupo de WhatsApp, o diretor presidente do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Jacir Primo, fez um extenso comentário sobre o problema e relatou as dificuldades para resolver a situação. Segundo ele, o desentupimento só será possível com o uso de um caminhão adaptado com hidrojateamento. Acontece que esse veículo do Saae está em manutenção e ainda aguarda a chegada de peças necessárias.
“Já estivemos no local por mais de três vezes tentando desobstruir a rede de esgoto com o uso de varetas de aço e não conseguimos”, comentou Jacir. Sem o caminhão do Saae, o jeito foi procurar alguém que ofereça esse serviço em outro lugar. “Já tentamos alugar caminhões em várias cidades e a maioria das empresas não tem documentação em dia para atender o serviço público conforme determina a lei. Conseguimos um caminhão de Joao Monlevade que pode vir somente sábado e virá”, completou o diretor do Saae.
Ainda de acordo com Jacir Primo, o problema também poderia já ter sido resolvido se o proprietário de um terreno ao lado tivesse permitido a entrada da equipe de manutenção, o que não aconteceu. “Essa rede de esgoto segue paralelo a um canal de concreto para água pluvial e passa pelo terreno ao lado. Essa área era de servidão, porém se tornou particular. Se o proprietário permitisse, entraríamos no terreno e abriríamos a rede, desentupindo e construindo um PV (posto de visita) no local e tudo estaria resolvido. Procuramos os proprietários, mas eles não deixaram fazer intervenção no terreno”, argumentou.
O diretor do Saae também comentou que tenta junto à mineradora Vale o empréstimo do caminhão necessário para realizar o serviço. Se a empresa fornecer o equipamento, a desobstrução será realizada ainda nesta sexta-feira, 24 de junho. Do contrário, restará esperar mais um dia, quando o caminhão de Joao Monlevade virá.