Vale lança livro sobre a flora protegida em reservas mantidas no Quadrilátero Ferrífero

A Vale lançou o livro “Sobre a Flora das Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Vale”, em parceria com a Bioma Meio Ambiente. A publicação registra parte da riqueza de espécies raras, endêmicas ou ameaçadas encontradas em algumas das reservas da empresa no Quadrilátero Ferrífero. O livro é resultado do trabalho de cinco pesquisadores que, […]

A Vale lançou o livro “Sobre a Flora das Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Vale”, em parceria com a Bioma Meio Ambiente. A publicação registra parte da riqueza de espécies raras, endêmicas ou ameaçadas encontradas em algumas das reservas da empresa no Quadrilátero Ferrífero.

O livro é resultado do trabalho de cinco pesquisadores que, durante 60 dias, realizaram expedições em sete reservas de propriedade da Vale em Minas Gerais. Ao todo, os pesquisadores encontraram 1.705 registros botânicos, correspondentes a 101 famílias e 480 espécies. Foram selecionadas para compor a obra, 78 espécies presentes em áreas próximas às operações da empresa e que, em conjunto com outras áreas protegidas ao redor, formam um extenso complexo de biodiversidade.

A seleção foi baseada em critérios como raridade, proibição de corte, inserção em listas de ameaça de extinção ou endemismo no Quadrilátero Ferrífero, Cadeia do Espinhaço ou Mata Atlântica. A Heterocoma albida, de flores rosas, da família dos girassóis e margaridas, considerada criticamente em perigo, é um dos destaques da publicação por só ter registro em uma das faces da Serra do Caraça.

O estudo é mais uma contribuição da Vale para o conhecimento científico sobre o Quadrilátero Ferrífero e deve colaborar para a discussão e elaboração de propostas de conservação de espécies ameaçadas. "O registro de plantas sob risco, evidencia a política assertiva da empresa em conservar áreas naturais, garantindo a guarda destas espécies e a oportunidade de, no futuro, reproduzi-las para reintrodução nas áreas em processo de restauração", afirma o coordenador do trabalho de pesquisa de campo para o livro, da Bioma Meio Ambiente, Sérgio Tomich. 

“O trabalho confirma a qualidade das áreas preservadas pela Vale. Quando se tem atividades concentradas em uma região pressionada e rica em biodiversidade como o Quadrilátero Ferrífero, a certificação de que espécies raras e ameaçadas da flora estão ocorrendo nesses ambientes de caráter de conservação perpétuo evidencia o papel da empresa na preservação ambiental”, conclui a engenheira florestal da Vale, Ana Amoroso.

Biofábrica

Em outra frente de atuação para proteção e conservação de espécies, a Vale implantou uma biofábrica no Centro de Tecnologia de Ferrosos (CTF) da empresa, em Nova Lima, para a produção em larga escala de mudas de espécies raras e ameaçadas de extinção. Usadas mais comumente nas agroindústrias de flores e frutas, as biofábricas são laboratórios de produção de mudas sob condições ideais de nutrição, temperatura e luminosidade, que, dessa forma, garantem volume e qualidade de reprodução das plantas.

A biofábrica da Vale trabalha com espécies de orquídeas, bromélias, gramíneas e árvores nativas da região, como a Cattleya milleri. A espécie produz até 10 mil sementes por cápsula, mas o índice de germinação dessas sementes na natureza é extremamente baixo. As sementes não contém nenhuma reserva nutricional e dependem de condições perfeitas na natureza para se desenvolverem. "É preciso um equilíbrio perfeito entre umidade, luminosidade, nutrientes e até a presença de um fungo específico no solo que, por simbiose, transfere os nutrientes necessários ao desenvolvimento da planta", explica o coordenador da biofábrica, Ramon Braga.

Com as condições ideais reproduzidas em laboratório, uma única cápsula de sementes pode se transformar em centenas ou milhares de indivíduos, que depois de desenvolvidos em estufas e aclimatados às condições próximas do habitat natural, podem ser inseridos na natureza. "Vamos poder usar essas espécies nos processos de recuperação de áreas mineradas ou em áreas de compensação ambiental, por exemplo. Nossa biofábrica é voltada para a preservação da biodiversidade", explica Braga.

Reservas

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são áreas privadas, pertencentes e protegidas pela Vale. Por meio delas é possível garantir a integridade de importantes ambientes e todos os recursos neles presentes, o que beneficia não só a atual geração, como se torna um legado para as gerações futuras.

Apenas no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, a Vale preserva mais de 50 mil hectares em áreas verdes, dentre as quais estão 20 RPPNs. Essa área é 3,2 vezes maior que a das operações da empresa na região e nelas já foram mapeadas 409 nascentes que contribuem para a disponibilidade hídrica em Minas Gerais.