Cisne reivindica aumento de tarifa para recompor perdas
Empresa afirma queda de 20% no volume de passageiros
O preço da tarifa do transporte coletivo de passageiros em Itabira sofre pressão por reajuste. A Transportes Cisne, empresa que opera os coletivos da cidade, alega perdas sofridas no volume de passageiros de pelo menos 20% entre 2015 e o atual momento. A atual tarifa é de R$ 3,10. Para recompor o impacto afirmado pela empresa, a passagem deveria ter acréscimo de 62 centavos, em média, passando a R$ 3,72.
O diretor administrativo da Cisne, Bruno Figueiredo de Oliveira, citou demissões de empregados em diversos setores e crise econômica, além do aumento dos custos de produção, que superariam o percentual observado. “A tarifa funciona assim: pega o custo total que a empresa tem e divide pela quantidade de passageiros. Se a quantidade de passageiros cai, a tarifa aumenta”, lamentou.
O impasse vivido pela Cisne foi afirmado pelo diretor em uma reunião realizada na terça-feira, 31 de maio, na Câmara de Vereadores de Itabira. Na data, o assunto em questão era a retomada do “Porta a Porta”, modalidade de transporte especial fornecido às pessoas com mobilidade reduzida em Itabira e interrompido pela empresa, sob a alegação de incapacidade financeira de operar o serviço.

A autorização de reajuste do valor da passagem cabe ao governo municipal. Segundo Bruno Oliveira, desde dezembro de 2015 são enviadas requisições de atualização da planilha de gastos à administração municipal. O assunto ainda cabe estudo e precisa passar pelo Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT). “O que ocorreu do ano passado para cá é que percebemos que houve uma fuga bem grande de Itabira e isso acarretou na redução da quantidade de passageiros e, logicamente, aumento de tarifa e aumento de custo”, continuou.
A tarifa do transporte coletivo urbano de Itabira foi majorada em 14 de setembro de 2015. À época, o valor subiu de R$ 2,90 para R$ 3,10, figurando um reajuste de 6,9%.
Dada a necessidade de um percentual maior de reajuste afirmado pela empresa no atual momento, uma alternativa é mexer no que o diretor administrativo chama de “linhas deficitárias”, isto é, horários e itinerários com pouca demanda de passageiros. “Mas, isso cabe um estudo junto ao município”, reforçou.