“Há uma perda de representatividade”, diz representante da Unegro sobre reforma ministerial

Márcia Valadares veio a Itabira para plenárias da Unegro no Morro Santo Antônio

“Há uma perda de representatividade”, diz representante da Unegro sobre reforma ministerial

A reforma ministerial do governo Temer, com a extinção do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, além do fim do Ministério da Cultura, preocupa a União de Negros pela Igualdade (Unegro). Nessa terça-feira, 17 de maio, a membro da diretoria estadual e nacional da entidade e presidente do Fórum da Igualdade Racial de Ouro Preto, Márcia Valadares, abordou o assunto na tribuna da Câmara de Vereadores de Itabira.

Para Márcia, “há um retrocesso” no corte das pastas. Ela também criticou a falta de mulheres e negros na equipe ministerial do presidente interino Michel Temer (PMDB) e disse que a extinção de secretarias implica “perda de representatividade e luta democrática”, além de “ameaçar políticas públicas”.

“Quando conseguimos tirar direitos do papel, rasgam nossa Constituição, nossos estatutos. Há uma perda de representatividade. Temos donos de engenho e capitães do mato perseguindo movimentos sociais e de excluídos sociais”, disse à imprensa.

Na semana passada, Temer deu posse aos novos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto. O peemedebista reduziu o número de ministérios de 32 para 23.

Dentre as pastas citadas por Márcia Valadares, o Ministério de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Igualdade Racial foi incorporado ao Ministério da Justiça, que passou a se chamar Ministério da Justiça e Cidadania. Os ministérios da Educação e da Cultura também foram unidos em uma única pasta.

Em Itabira, a entidade quer mobilizar apoio por pressão popular às medidas do atual presidente em exercício e sua equipe de governo.

Nos dias 27 e 28 de maio, a Unegro realizará plenária no Centro Comunitário Morro Santo Antônio. As atividades integram a Quinzena de Luta e Combate ao Racismo de Itabira, iniciada em 13 de maio e que se estende até o dia 29 deste mês. “Vamos discutir o que progredimos e regredimos. As consequências são não somente para o movimento, mas para toda a sociedade”, afirmou Márcia, fazendo um convite ao evento.