Passagem da Tocha Olímpica emociona itabiranos
A família do professor Wanderson Guimarães chegou cedo na tarde desta quinta-feira à Praça Doutor Acrísio Alvarenga

Esta quinta-feira, 12 de maio, foi um dia incomum e especial para muitos itabiranos. Se de um lado havia aqueles que desaprovavam a passagem da Tocha Olímpica pela cidade, por outro, muitas pessoas que assistiam ao rito se diziam emocionadas ao ver o símbolo ser carregado por personagens ilustres na terra de Drummond.
A sensação de vivenciar um momento histórico à cidade embalou famílias como a do professor Wanderson Guimarães. Logo no começo da tarde ele levou a mulher, Kelly Moreira, e a filha, Joana Moreira Guimarães, à Praça Doutor Acrísio Alvarenga, no Centro de Itabira e garantiram um lugar próximo ao trajeto do símbolo olímpico.
“É algo que nunca vivenciamos e talvez não iremos voltar a testemunhar. A tocha olímpica é um símbolo de paz e união entre os povos. É um sentimento muito bom participar de um momento como este, tão importante para Itabira. É uma representação histórica para o município”, disse.
O educador destacou ainda que levar a filha, ainda criança, tem por intuito ensinar “o compromisso com o país”. “É importante estimular a criança a ter um sentimento patriota. Isto é contribuir para que o país cresça. Estamos num momento tão ruim no cenário político e econômico, por exemplo, e esperamos que os jogos possam contribuir de forma positiva à nação. Que dê gás a nossa juventude”, continuou.
Muitos jovens também prestigiaram a passagem da tocha pelas principais vias de Itabira. Uma delas foi a estudante de Engenharia Ambiental, Vanessa Alvarenga. A universitária destacou que a acolhida da cidade ao ciclo da tocha representa, além de um marco histórico, um estímulo à economia local. “A expectativa que tenho é que a passagem movimente a economia da cidade, que atualmente tem se mostrado estagnada. Tenho um sentimento de que as coisas possam melhorar. E, além do mais, este é um momento único. Temos que viver e aproveitar este momento”, opinou.

O fogo olímpico também encantou e deixou vidrados os olhos de crianças que assistiam à passagem. “Não foram muitas cidades mineiras que tiveram esse privilégio e a nossa teve. Eu me sinto orgulhosa, estou muito feliz de ver minha cidade representada”, comentou, empolgada, Paloma Yasmin Brandão, 12 anos.
A amiga de Paloma e estudante do 7º ano do Ensino Fundamental, Júlia Pereira Duarte, 12, citou que sua turma vem se preparando para a data, e sempre abordando o tema em sala de aula. “É uma experiência muito divertida. Nós ensaiamos uma apresentação, falamos muito sobre a tocha na escola. Para mim é uma experiência muito bacana”, comentou a criança.
