Centro de castração de animais começa a funcionar no segundo semestre

A veterinária e diretora de zoonoses, Luciane Albano, apresentou as fotos da construção do novo Centro de Castração de Itabira

Centro de castração de animais começa a funcionar no segundo semestre

No início do próximo semestre começará a funcionar em Itabira o novo Centro de Castração. A informação é do superintendente de Vigilância em Saúde, Roberto Quintão Guerra, e da veterinária e diretora de zoonoses da Prefeitura de Itabira, Luciane Albano Araújo. Os dois participaram de uma mesa redonda realizada pela Ampari e pela Unifei na noite dessa terça-feira, 10 de maio, no auditório da Acita.

O Centro de Castração está sendo construído no terreno do Aterro Sanitário, situado na região do Borrachudo, às margens da estrada que liga Itabira ao distrito de Ipoema. A veterinária Luciane comentou que a Prefeitura aproveitou uma sala que era usada como laboratório para realizar as castrações. Já as baias para o pós-operatório, que serão quatro, estão sendo construídas anexas ao local. “Já estamos na fase de reboco na obra”, acrescentou.

A veterinária também informou que a obra, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, custou cerca de R$ 150 mil. O gasto bruto com cada animal castrado será na faixa de R$ 29 e o novo Centro terá capacidade para abrigar 15 animais por vez. Já que hoje Itabira não possui um lugar adequado para manter animais de rua, eles serão castrados e devolvidos para o local de origem. “Não pretendemos manter muitos animais lá de uma só vez, vamos castrando aos poucos e os devolvendo para a comunidade”, disse Luciana.

A construção de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou um canil municipal é muito aguardada pelo Município, principalmente pela Associação Municipal de Proteção Animal da Região de Itabira (Ampari), que hoje não possui um lugar adequado para abrigar ou castrar animais. Para a Ampari, a construção de um Centro de Castração já é um passo dado. “Se dez cachorras ou gatas de rua tiverem sete filhotes por ano, se elas forem castradas, em dez anos serão menos 700 cães nas ruas”, disse Kelley de Pinho, representante da Associação.

Foto do novo Centro de Castração de Itabira sendo construído:

1ª Mesa Redonda

O encontro uniu representantes de vários setores do município, que discutiram sobre políticas públicas de proteção animal e controle populacional ético. Veterinários da Prefeitura, veterinários renomados da cidade, representantes do Poder Público, voluntários da Associação Municipal de Proteção Animal da Região de Itabira (Ampari) e outros cidadãos envolvidos com a causa animal estiveram presentes para trocar informações e discutir sobre esse tema, que se tornou questão de saúde pública.

A Mesa Redonda foi composta por diversas pessoas, dentre elas, o secretário municipal de Meio Ambiente, Nivaldo Ferreira dos Santos, o veterinário Alexandre Augusto Moreira Pereira e o diretor da Unifei-Itabira Dair José de Oliveira, além de representantes da Ampari e defensores da causa animal. As discussões foram mediadas pelo professor Max Leandro de Brito. Também participaram os veterinários Ana Paula Mendes, Roger Limonge de Alvarenga e Hélio Frade. 

Muitas propostas de melhorias para a atual situação da cidade foram ditas pelos componentes da Mesa. De acordo com o veterinário Alexandre Augusto, seria interessante a implantação de micro chips nos animais de rua e de pessoas carentes. “Teremos um melhor controle dos cães que tiverem o chip. Por exemplo, se o dono abandonar o animal, ele poderá ser acionado e pagar uma multa. Conseguiremos coibir essa ação de abandono. Acredito que a educação junto com a castração e o uso de micro chip é o ideal”, argumentou o veterinário.

O projeto de extensão da Unifei-Itabira é coordenado pela professora Maria Elizabete Villela Santiago. Haverá uma 2ª Mesa Redonda para novas discussões. A data ainda será divulgada.