Além das fronteiras: Gran Filé completa 18 anos e se prepara para exportar carne

Responsável por todo o setor de produção, Rubens Costa (foto) é o funcionário mais antigo. Começou quando a empresa ainda era uma pequena casa de carnes

Além das fronteiras: Gran Filé completa 18 anos e se prepara para exportar carne

Quem visita a sede da Gran Filé, no bairro Fênix, em Itabira, nem imagina que 18 anos atrás a empresa, que hoje tem capacidade para produzir 6,6 mil toneladas de carne por ano, era apenas um açougue ao lado do Mercado Municipal. Fundada em 1998 pelo empresário Rosano Procópio Duarte, a modesta casa de carnes, que tinha apenas três funcionários, cresceu, se transformou em distribuidora e atualmente é uma indústria com certificado de inspeção do governo federal.

A Gran Filé (que lá no início se chamava Casa de Carnes Alvorada) comercializa carnes bovina, suína, pescados e linguiças. Emprega 89 funcionários, tem dez representantes comerciais e dispõe de uma logística própria composta por sete caminhões, que faz a distribuição em diversas cidades de Minas Gerais e de outros estados brasileiros.

Recentemente, a empresa investiu pesado na ampliação da indústria, com a construção de novas câmaras frigoríficas, ampliação da área de processamento e aquisição de novos equipamentos. O investimento faz parte de um projeto ambicioso da Gran Filé: a exportação. De acordo com Rosano, falta acertar apenas a parte burocrática junto aos órgãos competentes para despachar os produtos itabiranos para além das fronteiras. “Nossa empresa está preparada para crescer”, diz o diretor.

Atualmente, os produtos Gran Filé estão nas prateleiras de supermercados, açougues e mercearias de centenas de cidades brasileiras. A empresa atende semanalmente Itabira e cidades circunvizinhas, Belo Horizonte e Região Metropolitana, Vale do Aço e boa parte do Leste Mineiro, cidades históricas (Ouro Preto, Mariana, Barbacena, Tiradentes), entre outras regiões. Uma parte significativa do faturamento (cerca de 15%) vem da Grande Vitória (ES), onde a entrega é feita toda a semana, com algumas vendas também em São Paulo e Rio de Janeiro.

Procedência

A grande preocupação de todo cliente quando chega no açougue ou no supermercado é saber se a carne tem procedência. Na Gran Filé, a qualidade é garantida. Todos os produtos são adquiridos de frigoríficos habilitados para exportação e com inspeção do Ministério da Agricultura. “São empresas que abatem 1.500 animais por dia, então conseguimos selecionar o que eles têm de melhor”, afirma Rosano.

Os bovinos são provenientes das regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Os suínos vêm do Paraná e de Santa Catarina. E os pescados, geralmente, são provenientes de Belém do Pará ou importados de outros países. “Só de termos um certificado de inspeção federal, já é um grande diferencial. Significa que só podemos comprar de outro frigorífico que também tenha a inspeção federal, destacando que há três níveis de inspeção no nosso país: o municipal, feito pela Vigilância Sanitária; o estadual, de responsabilidade do IMA; o federal, expedido pelo Ministério da Agricultura; que também habilita para exportação. Importante ressaltar que o trabalho do Ministério da Agricultura dentro dos frigoríficos é muito sério e rigoroso”, afirma Rosano.

Para atestar a qualidade dos produtos que chegam às prateleiras dos mercados, o Ministério da Agricultura designa uma engenheira de alimentos para trabalhar exclusivamente na fiscalização da linha de produção da Gran Filé, em Itabira. A agente de inspeção responde ao governo federal e tem autoridade para parar a linha de produção, caso haja alguma inconformidade. É um trabalho muito rigoroso, o que atesta a qualidade do produto.

Na linha de produção, cada dia é processado um tipo de carne. O dia que é bovino, é só bovino. O dia que é suíno, idem. Rosano cita como exemplo, a importância do trabalho da equipe de faxina responsável pela limpeza dos setores da indústria diariamente. Se não for 100%, a fábrica não roda.

Família Gran Filé

Das três pessoas que começaram a trabalhar com Rosano lá no início, quando a empresa ainda era uma casa de carnes, duas permanecem até hoje na empresa. Rubens Costa começou como açougueiro e se tornou gerente de produção. É dele a responsabilidade de todo o setor de produção, tarefa que desenvolve com louvor. Andreza Macieira era caixa e se tornou gerente administrativo/financeiro. Enquanto trabalhava na empresa, cursou Administração e acumula grandes responsabilidades.

Dos 89 funcionários que compõem o quadro de pessoal atualmente, 53 têm acima de 3 anos de casa, sendo que, dentre esses, 22 têm de 5 a 15 anos na Gran Filé. Um processo de gestão focado nas pessoas, aliado a um ambiente organizado e bom de se trabalhar, garantem à empresa uma rotatividade mínima. “As pessoas que vêm trabalhar aqui costumam vir para ficar. E é isso que queremos. Esperamos que a empresa se perpetue pelos meus filhos e filhos de meus colaboradores. Os funcionários que trabalham aqui se sentem parte da empresa”, explica Rosano.

Tamanha dedicação da equipe repercute nos resultados. São os produtos de qualidade, testados e aprovados pelos mais rigorosos padrões de qualidade, que garantem à empresa condições de disputar com todo o tipo de concorrente: as gigantes, como Friboi e Minerva, e as empresas médias e pequenas, que também querem a sua fatia de mercado. A única concorrência desagradável é aquela proveniente dos abates clandestinos, comum em cidades pequenas com fiscalização precária. Essa, sim, uma concorrência desleal, que coloca em risco a saúde da população.

Sobre o futuro, Rosano afirma que a Gran Filé ainda tem muito mercado a desbravar e muito investimento a fazer, seja em estrutura, pessoal,  qualidade do produto ou vendas. A finalização da ampliação da área industrial, que elevará a capacidade de produção das atuais 6,6 mil  toneladas por ano para 10 mil toneladas por ano, faz parte dessa visão de crescimento, gerando, aproximadamente, mais 50 novos empregos. Para saber mais sobre os produtos, acesse o site www.granfile.com.br