Militares que comemorarem 31 de março serão punidos, afirma Tomás Paiva
Sequer uma nota será emitida sobre a data, determinou Tomás Paiva, buscando evitar crise entre militares e o Governo Federal
O general e comandante do exército, Tomás Paiva, disse a interlocutores que a Força punirá oficiais que comemorarem o dia 31 de Março de 1964, ou que participem de algum ato organizado por militares da reserva. A orientação foi repassada a oficiais-generais e a principal preocupação é com um possível evento entre reservistas, no Rio de Janeiro. Para tanto, oficiais da Força ficarão atentos à movimentação no Clube Militar que sempre se reúne nesta data.
A comemoração é restrita a sócios e convidados, com ingressos no valor de R$ 90,00. Militares generais alegam que não é raro a presença de companheiros de farda nesse evento, já que muitos desses reservistas têm parentes na ativa.
A decisão não vem do ministro da Defesa, José Múcio, mas do próprio comandante do exército, após decisão da pasta em manter silêncio, após o movimento de 8 de janeiro. Sequer uma nota será emitida sobre a data, determinou Tomás Paiva, buscando evitar crise entre militares e o Governo Federal.
O Ministério dos Direitos Humanos também não emitirá nota sobre a data, e em contraponto, organizou a “Semana do Nunca Mais”, programação com uma gama de agendas voltadas à preservação da memória, da verdade e da justiça sobre o período da ditadura.
Já nesta quinta-feira (30), a “Semana” teve como destaque a primeira sessão da Comissão de Anistia. Na ocasião, o colegiado reverteu pedidos de indenização negados pelo governo Bolsonaro, em julgamentos considerados injustos.
“Rechaçar os crimes e as violações dos direitos humanos ocorridos na ditadura civil-militar brasileira, não significa, portanto, criticar as Forças Armadas, mas apontar um período da história que todos, sem exceção, devem deixar para trás. E isso não se dará silenciando sobre esse período, mas conhecendo-o profundamente para que não deixemos que se reproduza no presente, como hoje o faz por lamentáveis atos de violência e ameaças contra cidadãos e instituições democráticas”, afirmou o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.
Após o retorno da Comissão de Anistia, o ministério se movimenta n




