Presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 100 dias do seu governo

Nesses 100 dias, Lula enfrentou, e conseguiu, com algum sucesso, apaziguar as divergências entre o presidente do Senado e da Câmara

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 100 dias do seu governo
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

É a terceira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência do Brasil, desta feita, embora com a mais expressiva votação do País, a margem de votos contra o seu opositor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi também a menor das eleições ocorridas até então.

Oito dias após sua posse, Lula enfrentou a turbulência das invasões por manifestantes pró-direita ao Palácio do Planalto e às dependências do Superior Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional — Câmara dos Deputados e Senado —, com sérias depredações a essas instituições públicas.

Essas radicais manifestações causaram o afastamento temporário, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e a detenção do ex-secretário do Distrito Federal (DF) e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, Anderson Torres.

O lado negativo das manifestações, no entanto, aproximou Lula dos governadores, dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, além, e principalmente, dos membros do STF.

Após a turbulência dos primeiros dias, Lula anunciou medidas de cunho social que “poliram” sua imagem perante a opinião pública, tais como: o aumento da merenda escolar, das bolsas de mestrado e doutorado da Capes, do salário do funcionalismo público federal e do salário-mínimo, além de correção do Imposto de Renda.

Outras decisões do presidente trouxeram benefícios à sua imagem, como o programa Bolsa Família, retomado e revigorado, o retorno de inaugurações dos imóveis populares do Minha Casa, Minha Vida e do programa Mais Médicos.

Por outro lado, a proposta de aumento do ‘Teto de Gastos” e a retomada da cobrança de impostos sobre os combustíveis — que havia sido retirada no governo Bolsonaro — não foram bem recebidas pela população em geral, além de analistas políticos e econômicos, que viram com suspeição a implementação dessas medidas.

Também repercutiu mal, de maneira geral, a forma como o presidente Lula se pronunciou sobre a trama de um possível sequestro por membros do PCC ao ex-juiz e hoje senador, Sérgio Moro (União Brasil). Segundo Lula, essa seria uma fábula de Moro para desgastar o governo.

Nesse 100 dias de administração, Lula enfrentou, e conseguiu, com algum sucesso, apaziguar as divergências entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), necessários para aprovação de medidas provisórias.Brasi