Brasil analisa a compra de um segundo lote dos caças Gripen, da Suécia
Durante o governo Dilma Rousseff (PT), o Brasil definiu a compra de 36 caças da fabricante nórdica, para ter aeronaves mais modernas na defesa do gigantesco espaço aéreo brasileiro
O Ministro da Defesa, José Múcio, disse à agência Reuters, nesta terça-feira (11), que o governo brasileiro pretende adquirir mais caças Gripen, junto à fabricante sueca Saab. Embora ainda não exista uma definição de quantas seriam as aeronaves, Múcio iniciou conversas com o embaixador sueco no Brasil.
Durante o governo Dilma Rousseff (PT), o Brasil definiu a compra de 36 caças da fabricante nórdica, para ter aeronaves mais modernas na defesa do gigantesco espaço aéreo brasileiro. O acordo previu também a transferência de tecnologia e a construção, no futuro, dessas aeronaves no Brasil. “A força Aérea falou da necessidade de ter esses instrumentos de defesa”, disse o ministro durante a feira da indústria da defesa Laad, no Rio de Janeiro.
Algumas aeronaves já foram entregues ao governo brasileiro e a finalização da encomenda desse lote se dará em 2027. Segundo a Isto-É-Dinheiro, uma fonte que pediu anonimato, garantiu que esse lote poderia ser ampliado para mais quatro aeronaves. Ainda segundo essa fonte, “há demanda para a aquisição de um segundo lote e que a encomenda poderia envolver mais 30 aeronaves, além do já acordado. Esse segundo lote é pensado num horizonte de pelo menos mais quinze anos”.
O ministro José Múcio disse que “o governo Lula enxerga nessa indústria uma ferramente para gerar investimentos, empregos e renda e que a intenção é ampliar a participação desses investimentos no setor do Produto Interno Bruto (PIB)”.
Já à Reuters, Múcio disse que é preciso investir muito nisso: ”Hoje investimos cerca de 1.3% do PIB e trabalho com a ideia de passar esse investimento para 2.0% do PIB. O presidente pediu para a gente apresentar uma proposta nova para ver onde poderíamos elevar os investimentos. Para se ter uma ideia, a Colômbia tem um investimnto de 3.6% e Portugal de quase 2.0%”.
“O Brasil não vai se armar, mas vamos apresentar uma proposta para aumentar o investimento de forma gradativa. É uma indúsria que paga muito imposto e para o país é muito importante”, finaliza.




