Secretário pede dinheiro à Câmara para mandar itabiranos a competições
Élson Sá usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Itabira
O secretário municipal de Esportes, Élson Sá, compareceu à Câmara de Itabira nesta terça-feira, 15 de março, a convite dos vereadores. Ele foi chamado para falar sobre a possibilidade de cortes na pasta, que podem afetar projetos e a participação de itabiranos em competições no estado. O secretário pediu ajuda financeira ao Legislativo para conseguir mandar os atletas para as etapas dos Jogos Estudantis de Minas Gerais (Jemg) e dos Jogos de Minas (Jimi).
Élson Sá disse que o município necessita de R$ 250 mil para enviar os atletas itabiranos a todas as etapas, em todas as categorias, das competições. De acordo com ele, a secretaria atualmente não tem essa verba, por causa de cortes determinados pelo Gabinete de Crise da Prefeitura. O secretário, então, sugeriu que a Câmara antecipe devolução ao Executivo nesse valor.
A devolução, tradicionalmente, é feita no fim do ano. É quando a Câmara retorna para a Prefeitura o que não usou do orçamento destinado ao Legislativo. “Estamos fazendo esforços para que consigamos manter os projetos. Foi colocado em uma reunião do Conselho Municipal de Esporte a possibilidade de não participarmos das competições, mas as portas não estão fechadas. Peço que a Casa nos ajude com a antecipação desses R$ 250 mil para que possamos ter Itabira representada nos jogos”, pediu o secretário.
O pedido do secretário foi logo comentado pelos vereadores. Lado de Dona Dudu (PMDB) afirmou que é inadmissível o governo querer economizar em projetos esportivos. Allaim Gomes (PDT) concordou que a Câmara repasse o dinheiro, mas criticou o fato de o governo necessitar dessa ajuda para garantir a participação dos atletas. “É revoltante um governo que tem R$ 450 milhões de orçamento ter que vir à Câmara pedir R$ 250 mil”, reclamou.
Geraldo Torrinha (PDT) destacou que a Câmara, no ano passado, devolveu quase R$ 5 milhões à Prefeitura. Para ele, o Legislativo tem mostrado ao Executivo como se administra o orçamento. Já Ilton Magalhães (PR) disse que fica preocupando quando um secretário precisa ir “de pires na mão” pedir dinheiro. Bernardo Mucida (PSB) foi no mesmo sentido: “Um governo que teve mais de R$ 1 bilhão em quatro anos agora vem aqui pedir R$ 250 mil”.

Projeto garantido
Havia também entre os vereadores a preocupação com relação a projetos que poderiam deixar de ser realizados. Entre eles, o Vida Ativa, que trabalha com a terceira idade. Segundo o secretário, 1,2 mil pessoas são atendidas em 12 núcleos diferentes. Élson Sá garantiu que o projeto não será interrompido.
“Já temos garantido que o projeto vai até dezembro. O convênio com a empresa que presta o serviço no projeto vai até o fim do ano. É um projeto importantíssimo e que não será interrompido”, garantiu Élson Sá.