“Podemos ser o Vale da Tecnologia”, diz ‘mentor’ de projeto do Parque Científico Tecnológico

Kleber Guerra falou de empresas que já manifestaram interesse em se instalar no Parque Científico Tecnológico de Itabira

“Podemos ser o Vale da Tecnologia”, diz ‘mentor’ de projeto do Parque Científico Tecnológico

O engenheiro eletricista Kleber Guerra tem se tornado uma figurinha carimbada em mesas de reuniões, audiências e discussões quando o assunto é a diversificação econômica de Itabira. Ex-gerente da Vale no município, ele é um dos mentores do projeto que culminou com a vinda da Unifei e agora está à frente das tratativas para a construção do Parque Científico Tecnológico. Para Kleber, Itabira e toda região pode se transformar no “Vale da Tecnologia”.

O engenheiro participou de audiência pública que debateu o projeto do Parque na noite dessa quinta-feira, 10 de março, na Câmara de Vereadores. Coube a ele mostrar detalhes do que é idealizado para Itabira e responder a perguntas sobre prazos e valores. Kleber, mais uma vez, mostrou uma lista com diversas empresas que já manifestaram interesse em se instalar no município e traçou uma mudança no perfil econômico da região.

“As mudanças já estão ocorrendo e afetando os municípios que são dependentes de commodities, como é o caso de Itabira com o minério de ferro. Vejam como está Ipatinga. Quem imaginava que uma empresa como a Usiminas passaria pela situação que está passando? A empresa está prestes a fechar. E podem anotar: a siderurgia vai acabar por aqui. Acabou nos Estados Unidos e vai acabar no Brasil”, analisou.

Para Kleber, a solução para os problemas econômicos passa invariavelmente pelo investimento em atração de empresas de tecnologia. “Itabira tem todos os fundamentos para se tornar uma expoente em tecnologia. A região toda precisa se atentar para isso. Hoje nós temos o Vale do Aço, mas poderemos ser, mais à frente, o Vale da Tecnologia”, incentivou o engenheiro, que também defendeu que a Unifei atue como transformadora da mão-de-obra. “É muito difícil uma pessoa demitida se recolocar em um mercado como o da mineração. Então, é importante que os trabalhadores se adaptem para um novo modelo e essa é uma missão também para a Unifei”, completou.

Empresas

Não é a primeira vez que Kleber Guerra apresenta em uma audiência uma listagem com empresas multinacionais que já manifestaram interesse em se instalar em Itabira caso o projeto do Parque Científico Tecnológico saia do papel. No encontro dessa quinta-feira, no entanto, ele deu alguns detalhes mais específicos.

O engenheiro comentou, por exemplo, que a SKF, empresa do mercado de rolamentos e tecnologia, já tem uma carta de intensões assinada com o município desde 2004. A empresa, porém, condicionou a vinda para o município à instalação de uma universidade – o que Itabira ainda não tinha na época – e do Parque Científico Tecnológico. Outras grandes empresas, como Siemens, Microsoft e GE, também foram citadas.

Kleber também contou sobre uma visita que diretores da multinacional Powerchina farão ao Brasil nos próximos dias. O engenheiro, que atua como consultor no mercado econômico, será o responsável pela agenda dos executivos. “Eles têm interesse em Itabira. Só não vou trazê-los aqui porque não temos nada de concreto do Parque. Oriental não quer saber de hipóteses, eles querem o projeto concreto. E isso nós não temos”, lamentou.