Projeto do Rio Tanque poderá ser totalmente concluído apenas em 2026
Obra é tratada com muita expectativa pelo município

Tido como a principal solução para o histórico problema de desabastecimento de água em Itabira, o projeto de captação das águas do Rio Tanque poderá ser concluído apenas em março de 2026. A informação foi dada na tarde desta sexta-feira (12) pelo analista de Relacionamento Institucional da Vale, Luiz Augusto Magalhães, durante a reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CODEMA).
O prazo diverge daquele dado pelo diretor comercial da AECOM, empresa de auditoria que vinha acompanhando o processo de perto, Rui Feijão, em março do ano passado. À época, ele afirmou, em entrevista à DeFato, que o projeto seria finalizado em agosto do ano que vem.
O novo cronograma foi detalhado por Luiz Augusto após um questionamento de Francisco Carlos, membro do CODEMA e representante da Interassociação dos Bairros de Itabira.
“O processo do Rio Tanque está em licenciamento ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente está acompanhando todo o processo junto ao Estado. Nós apresentamos para o município um novo cronograma, previsto para março de 2026 estar tudo pronto… Hoje foge um pouco ao nosso controle devido à questão do licenciamento ambiental, todas as informações já foram emitidas e protocoladas no SUPRAM e estão em análise junto ao órgão estadual”, disse o analista.

O projeto do Rio Tanque é complexo. Segundo a Vale S.A, responsável por conduzi-lo, ele contemplará a implantação de uma nova captação, estações elevatórias de bombeamento, adutora, rede de energia elétrica e estação de tratamento de água (ETA) com capacidade para 600 litros/segundo. O quantitativo representa mais que o dobro, por exemplo, da produção média diária do Saae, em torno dos 253 litros por segundo. Ao todo, a criação do sistema está orçada em, aproximadamente, R$ 433 milhões.




