Amor incondicional: voluntárias cuidam de quase 20 cachorros em casa

A vontade de cuidar dos animais abandonados, maltratados e doentes foi o que uniu as amigas Érika e Beatriz, voluntárias da Amapari, em Itabira

Amor incondicional: voluntárias cuidam de quase 20 cachorros em casa

“Fazer o bem sem olhar a quem e sem esperar nada em troca”. Todos nós já nos deparamos com essa frase alguma vez na vida. No caso das voluntárias da Associação Municipal de Proteção Animal da Região de Itabira (Ampari), Érika Mayra Gonçalves e Beatriz Guerra, elas escolheram ajudar os animais. Além de cuidar da vida pessoal e profissional, as amigas separam um tempo todos os dias para cuidar, alimentar, resgatar e dar muito carinho para diversos animais de rua. O serviço não é fácil, mas a alegria em ajudar está estampada nos rostos das voluntárias.

O trabalho, no entanto, ficaria mais fácil com doações. Os voluntários da Ampari precisam de mais ajuda, que vão de dinheiro a medicamentos. A associação não possui sede e não recebe verba ou assistência ddo Poder Público. Para abrigar os animais abandonados, contam com a ajuda de lares temporários e de voluntários. “Não temos condição de recolher todos os cachorros porque não temos onde abrigá-los. É uma luta para conseguirmos lares temporários”, explica Érika. Segundo Beatriz, a Ampari possui dezenas de voluntários inscritos, mas, na prática, é a minoria que atua diariamente.

Histórias

Érika e Beatriz usam uma casa para abrigar 18 cachorros, todos com histórias sofridas. Um deles teve a patinha amputada, outro foi atropelado e perdeu o controle de defecação, por isso faz fezes a cada minuto, sujando a casa inteira. Quatro filhotinhos foram achados dentro de uma mochila. “É uma tarefa árdua, mas ao mesmo tempo muito compensatória, pois recebemos todo o amor e carinho dos cachorros”, conta Érika. “É gratificante ver como eles estão felizes agora, pois muitos foram recolhidos à beira da morte”, completa Beatriz.

Segundo Beatriz, se todos os moradores de Itabira separassem apenas dez minutos do dia para ajudar os animais de rua, muita tristeza e judiação seriam evitadas. “Não custa nada dar uma água para o cachorro ou andar mais devagar pela cidade para evitar atropelamentos. E se atropelou, não largue o bichinho sofrendo”, pede Beatriz. “As pessoas devem parar de ter medo de denunciar, pois mau trato é crime. Podem ligar anonimamente para a polícia”, emenda Érika.

Doações

Constantemente a associação necessita de remédios, de ração e de dinheiro para pagar veterinários e despesas dos lares, como água e luz. Quem não tem condição financeira pode ajudar de diversas outras maneiras, como doando cobertores velhos e latinhas, fiscalizando mal tratos, ajudando em feirinhas, limpando os lares voluntários, dando banho nos animais ou até mesmo passando uma tarde com os animais, brincando e dando muito carinho. “A população está precisando de conscientização. Temos que nos unificar”, conclama Érika.