Vereadores querem que prefeito insista em área da Apac para o Parque Científico

Marcela Cristina e Ilton Magalhães defenderam que área no Candidópolis seja destinada ao Parque Científico Tecnológico; Prefeitura teria de encontrar outro terreno para a Apac

Vereadores querem que prefeito insista em área da Apac para o Parque Científico

Os vereadores de Itabira se reúnem nesta quinta-feira, 11 de fevereiro, e o impasse entre a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) e o projeto do Parque Científico Tecnológico (veja aqui e aqui) deve voltar a ser tema de debate. No encontro da semana passada, o primeiro de 2016, os legisladores abordaram o assunto e defenderam que o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) encontre outra área para a Apac e use o atual terreno da entidade, na região do Candidópolis, para construir o Parque.

Ilton Magalhães (PR) defendeu o projeto do Parque Tecnológico e pediu união em torno do projeto. Ele disse que não é contrário à Apac, mas pediu que a obra da entidade seja feita em outro local. “Nem que a Prefeitura desaproprie um terreno”, defendeu o vereador, que ainda fez cálculos: “Eu acho que para o tamanho que a Apac precisa, a desapropriação por parte do município sairia por uns R$ 50 mil”.

Companheira de partido de Ilton, Marcela Cristina concordou com o correligionário. “O Parque Científico Tecnológico é a nossa diversificação. É o futuro de Itabira que está em jogo”, defendeu. Os dois vereadores do PR comentaram que tiveram um encontro com o promotor Mateus Beghini, autor de processo que resultou em decisão judicial favorável à construção da Apac, e também com setores da Prefeitura. “Estamos ajudando para ver se encontramos outra área”, disse Ilton.

No processo judicial que impetrou contra a Prefeitura, o promotor alega que o município usou de maneira política o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) para travar o licenciamento ambiental da Apac, já que tem interesse na área para o projeto do Parque Científico Tecnológico. O juiz Henrique Mendonça Schvartzman acatou o pedido de liminar e autorizou o início das obras da sede da associação. Em entrevista ao jornal Diário de Itabira, o prefeito Damon afirmou que não recorreria da decisão.

O posicionamento do prefeito foi criticado pelo vereador Geraldo Torrinha (PDT). “Acho que estamos perdendo uma oportunidade. Eu já disse, não sou contra a Apac, mas se for colocado na balança a Apac e o Parque, eu fico com o Parque. E o prefeito está lavando as mãos. Ele deveria, sim, recorrer da decisão”, afirmou. Outros vereadores, como Bernardo Mucida (PSB), Palhaço Batatinha (PSDB), Solimar Silva (SDD) e o presidente da Casa, Rodrigo Diguerê (PV), também se manifestaram a favor do Parque Científico Tecnológico.