Casa abandonada vira criadouro de mosquitos e preocupa moradores do bairro Pará
A casa abandonada está sendo usada como um lixão, com vasilhas, entulhos, fezes e insetos
Há mais de um ano, a estudante de direito Neusa Rocha batalha para solucionar problemas causados por uma casa abandonada na rua Padre Ângelo, no bairro Pará, em Itabira. O imóvel teve moradores por muitos anos, mas hoje está sem telhados, portas, janelas, com diversos entulhos, mato alto, fezes humanas, ratos e proliferação de insetos, inclusive do mosquito Aedes aegypti.
Neusa mora em um apartamento que fica em frente à casa abandonada. Segundo ela, antigamente eram duas casas, mas uma delas foi demolida. Os antigos moradores das casas entraram na Justiça para conseguir usucapião do imóvel, mas constataram que o dono do terreno é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “E quando a terra é da União, não existe usucapião”, explicou a moradora. O INSS, junto com a Polícia Federal, despejou os moradores das casas.
Em dezembro do ano passado, um dos imóveis foi demolido, mas o outro continua de pé, causando preocupação para os moradores da rua. “Foi com muito custo que conseguimos a demolição da casa. Eu tive que entrar em contato com a gerente regional do INSS que fica lá em Ouro Preto. Graças a um convênio com a Prefeitura de Itabira, que utilizou o próprio maquinário, nós conseguimos a demolição”, conta Neusa.
Segundo a reclamante, a casa é usada por bandidos e andarilhos. “Nos tornamos reféns dessa situação”, lamenta. Mas o que mais causa mais medo é a água parada. “Estamos tendo uma epidemia de zika e dengue. O que adianta a gente cuidar da casa da gente, se em frente não cuidam de nada?”, questionou. Para Neusa, a solução ideal seria demoliar a casa, mas enquanto isso não acontece, a limpeza do local evitaria transtornos e doenças.
INSS
Procurado por DeFato Online, o gerente do INSS de Itabira, Agostinho Maria de Souza, disse que existe uma autorização para a demolição da casa, mas que o processo está pendente por causa das novas máquinas da Prefeitura que estão para chegar. Segundo o gerente, a casa deverá ser demolida em breve. “O INSS não tem condições sozinho de executar a demolição, então dependemos da boa vontade e do apoio da Prefeitura”, afirmou.
Antes da demolição:

Depois da demolição:
