José Celso diz ter ouvido clamor popular para ser pré-candidato a prefeito
José Celso de Assis é pré-candidato à Prefeitura de Itabira
O ex-vereador José Celso de Assis, 75 anos, anunciou na semana passada que é pré-candidato a prefeito de Itabira pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Experiente na política, com sete passagens pelo Legislativo, ele estava fora de cena desde 2012, quando deixou de disputar uma vaga na Câmara para apoiar o neto Rodrigo Diguerê (PV). Agora está de volta. E diz que retornou por escutar o “clamor popular”.
“Eu achei que eu tinha parado com a política, mas veio o clamor popular, o pessoal começou a me convidar, meu nome passou a ser divulgado boca a boca, e aí cheguei à conclusão de colocar meu nome como pré-candidato. A partir daí as coisas foram tomando um rumo que eu passei a gostar”, comenta o ex-vereador.
José Celso de Assis permaneceu por 32 anos na Câmara de Itabira (sete mandatos, sendo dois com seis anos e cinco com quatro). Nesse período, ocupou a presidência do Legislativo duas vezes, entre 1983 e 1984 e entre 2008 e 2009. Na primeira passagem como presidente, assumiu como prefeito por três dias depois da morte de Virgílio Gazire e depois por mais 21 dias quando José Maurício saiu de férias.
Por causa dessa curta passagem pela prefeitura, José Celso acredita que não terá surpresas caso venha a ser eleito. “Sei da luta que será. Mas eu tenho experiência. Acompanhei de perto, vi quais são as dificuldades. Caso venha chegar lá, colocarei em prática a minha experiência”, afirmou, antes de lembrar que o período atual é de indefinições. “Sou um pré-candidato. Amanhã pode haver alguma mudança e eu posso nem ser candidato. Mas tenho uma esperança muito grande de poder fazer um bom trabalho. A vitória só a Deus pertence”, completou.

Situação de Itabira
O PSDC fez parte da base aliada que elegeu Damon Lázaro de Sena (PV) prefeito de Itabira. A sigla, oficialmente, ainda faz parte do grupo, não anunciou desligamento. José Celso, no entanto, diz que o partido é independente. Ele afirma não ter nenhuma ligação com a atual Administração Municipal. “A política é o momento. As coisas mudam”, define.
O pré-candidato analisa que o próximo prefeito terá dias difíceis em Itabira. Para ele, será preciso muita boa vontade do mandatário para fazer a cidade evoluir. “A gente vê a dificuldade do Executivo, ou mesmo do Legislativo, de trabalhar. Eu acredito que com boa vontade é possível fazer a cidade crescer. Você precisa sempre estar preparado para os desafios e para as dificuldades. Eu ainda acho Itabira viável, apesar de ter caído muito o orçamento. Mesmo assim, existe a possibilidade de se fazer um bom trabalho”, declarou.
A pouco mais de oito meses para as eleições, é grande o número de pessoas que já se declaram pré-candidatos à Prefeitura de Itabira. José Celso acredita que será uma eleição concorrida, mas não com tantos pretendentes como se anuncia. “Eu acredito que será um número maior que nas anteriores, mas não esse tanto que está sendo ventilado. Com o passar do tempo, vai reduzindo. Será uma eleição bem difícil, mas não com esse tanto de candidato”, analisa. Neste ano, as convenções partidárias para definição dos candidatos acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.
Rodrigo Diguerê
Em entrevista publicada pelo Diário de Itabira no início deste ano, o prefeito Damon cita o atual presidente da Câmara, Rodrigo Diguerê, como provável vice em uma eventual disputa a reeleição. O avô do vereador diz que isso não passa pela cabeça do neto. “O nome é cogitado porque ele tem desenvolvido um trabalho muito bom na Câmara. Mas ele tem a vontade de progredir mais, é muito novo. Pode esperar uma próxima oportunidade. Por enquanto, é pré-candidato à reeleição na Câmara”, afirmou José Celso.
Questionado sobre um eventual cenário em que sairia como candidato a prefeito e o neto como candidato a vereador em uma chapa concorrente, José Celso disse não enxergar qualquer problema. “A gente sabe lidar muito bem, sabe respeitar bem os trabalhos. O fato de ele ser meu neto e estar em outra chapa não tem problema algum. O voto não é vinculado. O eleitor pode votar no candidato a prefeito de um partido e no vereador de outro”, comentou.