Em fase de licenciamento, aterro sanitário abrangerá três cidades do Médio Espinhaço

Os municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim aguardam licenças ambientais para darem início às atividades do aterro intermunicipal. O processo está na Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) de Diamantina. A expectativa é de que sejam liberadas, de uma só vez, a licença prévia (LP) e a de implantação […]

Em fase de licenciamento, aterro sanitário abrangerá três cidades do Médio Espinhaço
Os municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim aguardam licenças ambientais para darem início às atividades do aterro intermunicipal. O processo está na Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) de Diamantina. A expectativa é de que sejam liberadas, de uma só vez, a licença prévia (LP) e a de implantação (LI).
 
O terreno que vai abrigar o aterro intermunicipal possui 30 hectares e está localizado na MG-010, a aproximadamente 25 quilômetros de Conceição do Mato Dentro sentido Serro. A área foi doada pela Anglo American, por meio de uma condicionante ambiental para atuar nos municípios que integram o consórcio. De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Gestão Urbana de Conceição, Sandro Heleno Lage da Silva, os investimentos devem girar na casa dos R$ 4 milhões.
 
Também dentro das contrapartidas pactuadas com os municípios, a Anglo American forneceu assistência técnica para o desenvolvimento do projeto executivo, que já está pronto, segundo Sandro Heleno. A empresa investiu R$ 700 mil, mas o dinheiro também contempla suporte técnico para a operacionalização das unidades de triagem e compostagem nas três cidades e apoio na implantação da coleta seletiva.
 
O próximo passo, agora, é conseguir alternativas para que o aterro seja rentável. O secretário Sandro Heleno explica que as populações de Conceição, Alvorada de Minas e Dom Joaquim são insuficientes para tornar o projeto atrativo financeiramente apenas com a produção de resíduos. Há a possibilidade de o Serro entrar para o consórcio, mas, ainda assim, não seria suficiente.
 
“Para o aterro trabalhar de forma equilibrada e apresentar viabilidade econômica, a gente estima ser necessária uma população de 100 mil habitantes. Com o Serro, a gente chega próximo a 50 mil habitantes, que ainda é a metade daquilo que a gente quer. Precisamos avançar para que esse aterro intermunicipal possa ser um aterro regional”, comenta Sandro.
 
A ideia é buscar o complemente financeiro em projetos e linhas de crédito. Para isso, os municípios contam com auxílio da iniciativa privada. “O recurso para implantação, também uma condicionante ambiental, a Anglo tem obrigação de nos ajudar a captar através de projetos. Entendemos que com o projeto pronto e os licenciamentos expedidos, nós conseguiremos acessar alguma linha de recurso”, finaliza o secretário.
 
Educação ambiental
O aterro intermunicipal é um passo importante para a preservação ambiental, mas pode ficar comprometido se não houver conscientização. Em Conceição do Mato Dentro, por exemplo, o secretário Sandro Heleno avalia que é necessário mais cooperação entre poder público, população e empresas. Do contrário, o aterro terá uma duração bem menor do que o projetado.
 
“Enfim, temos agora um trabalho imenso pela frente que é o de educação ambiental no sentido de mobilizar e conscientizar a população acerca das novas normas de resíduos sólidos. Hoje, em Conceição, nós temos um hábito terrível, nossa cidade não se preparou, em termos de estrutura e de comportamento, para acondicionar adequadamente os resíduos. Precisamos investir muito em comportamento. A gente pensa em alguns programas de conscientização. É um grande gargalo que temos hoje”, aponta.