“Não dá para fazer rápido”, diz secretário de Fazenda sobre o plano de cargos e salários
Lentidão no processo tem irritado diversos servidores municipais

O longo tempo de elaboração do prometido novo plano de cargos e salários da Prefeitura de Itabira voltou a ser pauta na Câmara na última segunda-feira (3). Atual secretário municipal de Fazenda e presidente do ItabiraPrev, Paulo Alexandre disse ter recebido a minuta do texto naquele mesmo dia e que o analisaria em aproximadamente cinco dias. A declaração ocorreu após questionamento da vereadora Rosilene Félix (MDB).
À reportagem da DeFato, Paulo Alexandre afirma enxergar a situação com naturalidade. Para ele, devido à complexidade do processo, é impossível fazê-lo rápido.
“Eu acho que é muito natural (tempo de elaboração do plano), porque é uma coisa muito complicada de se mexer, tem muitas particularidades. Hoje você vê que tem categorias que, por legislação, estão pedindo os pisos (enfermagem e magistério). Na verdade, ninguém fica satisfeito por ver uma pessoa recebendo e você não recebe. Então tem sido conversado, o Gabriel (Gabriel Quintão, secretário de Administração) e a equipe dele tem conversado com essas categorias separado, tem discutido com eles. É uma coisa que não dá para fazer rápido. Se fizer rápido você corre o risco de um atropelo e ter consequências piores na frente” opinou o secretário.
Queixa antiga
Há algum tempo, servidores municipais de Itabira reclamam por não terem acesso à minuta do plano. Porém, as queixas não se restringem apenas ao funcionalismo público. Em entrevista recente ao portal, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Auro Gonzaga, deixou claro o desejo da entidade em analisar o projeto antes do seu envio ao Legislativo.
“Assim que formatar a minuta eles pretendem mandar para a Câmara, mas o sindicato está cobrando que essa minuta seja entregue ao sindicato antes. Porque se for à Câmara, ele pode ir na base de urgência, tendo que ser votado em 45 dias. E o servidor público cobra hoje em dia o acesso à minuta, entender quais as mudanças (feitas) dentro da minuta, olhar como está o anseio de cada categoria. Então essa é a questão, a minuta não foi colocada à disposição ainda. E parece que eles pretendem que a Câmara vote esse plano até setembro”, disse na oportunidade.




