Empresário português preso pela PF falava em investir R$ 3 milhões no Valério

Filipe Vieira não estava cumprindo com as obrigações contratuais

Empresário português preso pela PF falava em investir R$ 3 milhões no Valério
O empresário português Filipe Antônio Veloso Vieira, 40 anos, preso pela Polícia Federal em Itabira nessa segunda-feira, 4, "pretendia" investir R$ 3 milhões no clube do Valério, segundo o então presidente da instituição, Luzardo Drummond. Na ocasião do arrendamento do clube social, o português afirmava que o dinheiro seria de investidores.
 
Apontado inicialmente como “salvador” do Valério, Filipe Vieira tinha prazo contratual de 90 dias para elaborar e aprovar no Corpo de Bombeiros o projeto de incêndio. Passada a primeira etapa, ele teria mais três meses para aprovar os projetos hidráulico e elétrico. Segundo Luzardo, o projeto de incêndio chegou a ser feito, mas o projetista não recebeu. O prazo dos primeiros 90 dias acaba nesta terça-feira, 5 de janeiro.
 
Luzardo, agora ex-presidente do Dragão, diz que o contrato foi muito bem amarrado. Caso o empresário não cumprisse sua parte, o clube seria restituído. “Ele não estava cumprindo obrigações contratuais. Há mais de 40 dias o pessoal havia cobrado com relação a problemas deles”, afirmou.
 
Empresa do cunhado
 
Quem apresentou o português à diretoria do Valério foi um cunhado dele, que é itabirano. O contrato de arrendamento do clube, inclusive, foi assinado em nome da empresa desse cunhado, embora Filipe estivesse à frente. Segundo informações apuradas pela reportagem, o português teria outros contratos e obras em andamento em Itabira.
 
A estrutura que o empresário divulgava incluía parque aquático e diversas outras opções de lazer. Materiais gráficos divulgando a nova era do clube valeriano chegaram a ser espalhados no final do ano passado pela cidade, visando captação de sócios. A discussão chegou até o Conselho Municipal de Esportes.
 
Fraude em Portugal
 
Segundo informações apuradas na Delegacia de Polícia Civil, o empresário era procurado pela Interpol em diversas partes do mundo. Ele responde a cerca de 60 processos por crime de fraude em seu país de origem e tinha mandados de prisão expedidos pela Justiça de Portugal. Depois de preso, o homem foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito e posteriormente encaminhado para uma penitenciária em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.