Projeto Asas do Ibama chega a São Gonçalo do Rio Abaixo
Momento da soltura do Tamanduá em uma das propriedades rurais cadastradas pelo Ibama
Aves com asas cortadas, papagaios recém-nascidos, raposa e micos vítimas de atropelamento. Essa é a triste realidade de dezenas de animais que chegam todos os dias aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A maioria, originada do tráfico de animais silvestres. “No Cetas de Belo Horizonte, recebemos somente no ano de 2015 mais de sete mil animais de diversas espécies, sendo que 90% são aves e 10% mamíferos e répteis”, revela a veterinária do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Erika Procópio. Com o aumento no número de apreensões, há a preocupação constante com a superlotação dos centros. “Recintos superlotados vão aumentar os conflitos entre as espécies e a possiblidade de transmissão de doenças. Desta forma, teremos maior dificuldade de recuperar e reabilitar esses animais”, alerta. À medida em que a quantidade de animais apreendidos aumenta, é importante que o número de áreas de soltura também aumente.
Para garantir a recuperação e a reintegração desses animais na natureza, o Ibama-MG em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) realizam há seis anos o projeto Asas (Área de Soltura de Animais Silvestres). A iniciativa consiste na seleção de propriedades rurais em todo o país propícias a soltura de animais silvestres. Segundo o zootecnista Fábio Hosken, que já implantou oito Asas em MG, o estado é pioneiro no projeto e, hoje, possui mais de cem áreas de soltura. “O objetivo é soltar sim, mas não de qualquer maneira”, revela.
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