Diguerê diz que retorna à Presidência com mais maturidade política

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Diguerê diz que retorna à Presidência com mais maturidade política
Eleito em uma votação apertada (9 a 8) para presidir a Câmara Municipal de Itabira no próximo ano, o vereador Rodrigo Diguerê (PV) disse que volta ao cargo, um ano após deixá-lo, com mais maturidade política. Em entrevista à imprensa após a eleição, realizada nessa quarta-feira, 25 de novembro, o presidente eleito afirmou que a expectativa é de um mandato de muito trabalho, principalmente por se tratar de um ano eleitoral.
 
“Será um ano de muita responsabilidade, um ano em que a população itabirana vai precisar muito do trabalho da Câmara. Um ano, sobretudo, de muita dedicação, de austeridade, sabendo da dificuldade financeira do município”, disse Diguerê. O presidente eleito afirmou também que fará a condução dos trabalhos legislativos de maneira “mais acirrada, devido às manifestações políticas” comuns em ano eleitoral.
 
Ao elogiar o trabalho de Solimar e dizer que dará continuidade aos projetos implantados na gestão dele, o vereador cumprimentou também Ilton Magalhães (PR), candidato concorrente que perdeu por um voto de diferença. “Foi um entendimento do governo, de ter um líder da mesma sigla (PV) como presidente. Tivemos um consenso entre os colegas vereadores do partido, e a partir daí tivemos a oportunidade de construir, de modo democrático, a formatação da chapa”, explicou.
 
Relação estremecida
Ilton Magalhães (PR), considerado um aliado do governo, em entrevista à imprensa reclamou da forma com que o processo aconteceu. “Eleição de Câmara deveria ficar dentro da Câmara. Não deveria ter influência de governo nesse sentido, ainda mais se tratando de dois vereadores que não são oposição”, disse, referindo-se ao incondicional apoio do Executivo à chapa de Diguerê.
 
Ilton relatou que até as 18 horas do dia anterior à eleição, ele tinha 10 vereadores confirmados que votariam com ele. Uma reunião com pessoas do governo na noite anterior teria mudado os fatos. “Gosto de falar o seguinte: da mesma maneira que busco os votos na campanha, busco numa situação de mesa diretora. Voto tem de ser conquistado, não pressionado”, declarou.
 
Sobre o convite de Geraldo Torrinha (PDT) e Batatinha (PSDB) para se juntar ao G4, o grupo dos quatros vereadores de oposição, Ilton disse que prefere manter a independência. “Claro que fica uma relação estremecida [com o Executivo], isso é fato. O governo interviu num processo que não deveria intervir. Mas se mandarem projetos bons, a gente tem a obrigação de votar”, afirmou. 
 
Ilton Magalhães disse que intervenção do governo mudou resultado da eleição