Em Paris, itabirana conta dia pós-ataques: “tudo cinza, até as pessoas”

Elaine Sá em Paris: dia sem cor neste sábado pós-terrorismo

Em Paris, itabirana conta dia pós-ataques: “tudo cinza, até as pessoas”

Chamada por todos de “Cidade Luz”, Paris amanheceu cinza neste sábado, 14 de novembro. Depressiva. Sem cor. Na noite anterior, a capital da França foi mais uma vez alvo de ataques terroristas. Tiros. Explosões. Mais de 120 pessoas mortas, quase 200 feridos. Não haveria outro modo de despertar neste dia pós-tragédia.

A fotógrafa itabirana Elaine Sá está acompanhando tudo isso de perto. Ela e o irmão viajaram em férias para a capital francesa no último dia 9. Tudo seguia conforme o combinado, até a noite de sexta-feira 13. Elaine disse que está hospedada longe dos locais em que aconteceram os atentados. Só ficou sabendo do ocorrido por meio de familiares em Itabira, que, logicamente, ficaram preocupados.

“É uma situação complicada. Onde estamos está tranquilo, não vimos nada dos atentados. Soubemos pelo povo de Itabira”, comenta Elaine. Neste sábado, a cidade que movimenta milhões de pessoas todos os dias, está parada. “Aqui está praticamente tudo fechado. Trens, metrô, taxis e 6onibus estão funcionando, mas as ruas estão bem desertas”, completa.

Elaine está hospedada próximo à Torre Eiffel, principal cartão postal da França. Segundo ela, a segurança está reforçada, com exército nas ruas de Paris. A itabirana e o irmão seguiriam para a Bélgica neste sábado, mas preferiram rever os planos. “Voltamos para o hotel. Melhor ficar em segurança”, conta.

“Dá para ver a tristeza nos rostos de todos. Não vejo medo, vejo, sim, muita tristeza. O dia hoje foi bem frio, nublado. Tudo estava cinza, até as pessoas”, diz Elaine. Dia monocromático na cidade que mais brilha no mundo.