Reforma no Palácio da Liberdade poderá ser acompanhada pelo público; saiba mais
As obras devem durar em torno de 18 meses, e o público poderá acompanha-las por meio do “Ateliê de Restauração Aberto do Palácio da Liberdade”
Inaugurado em 1898, o Palácio da Liberdade foi construído para sediar o Governo do Estado de Minas Gerais e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (lepha-MG) em 1975. Agora, a edificação vai passar por uma reforma que contará com o projeto Ateliê de Restauração Aberto que permitirá ao público acompanhar todo o trabalho nos próximos meses com segurança. Dessa forma, o espaço continuará de portas abertas.
O Governo de Minas Gerais, por meio do Iepha-MG, e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) assinaram, nesta segunda-feira (11/9), a Ordem de Serviço para início das obras de restauração do Palácio da Liberdade. O documento assinado marca o início do projeto de conservação e restauro do centro cultural que integra o Circuito Liberdade e, desde 2022, tem apresentado ao público exposições e sediado a programação de diversos eventos, como o recente Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (11/9), no Palácio da Liberdade, comemorou o início das obras e a possibilidade de manter o espaço aberto aos visitantes.
“Muitas pessoas nos perguntaram: o Palácio vai fechar? E podemos dizer com segurança que ele continuará de portas abertas, e o público poderá continuar vindo, e agora, podendo aprender ainda mais sobre a história desse espaço e das obras de arte que ele contém”, sublinhou Oliveira. “Além das ações no prédio em si, também será restaurado parte do mobiliário e tudo isso será mostrado cotidianamente. O nosso objetivo é receber as pessoas, especialmente os estudantes, para que possam acompanhar os processos e também termos um momento para conversamos sobre a história de Minas Gerais”, acrescentou o secretário.

Ateliê de Restauração Aberto
As obras devem durar em torno de 18 meses, e o público poderá acompanha-las por meio do “Ateliê de Restauração Aberto do Palácio da Liberdade”. A iniciativa trata-se de um projeto de educação para o patrimônio cultural, com o objetivo de garantir que todos possam conhecer mais sobre a história do equipamento e sobre os processos de recuperação dos bens públicos protegidos.
A gerente de Difusão e Educação para o Patrimônio Cultural do Iepha-MG, Ana Carolina de Vasconcelos Ministério, explicou que o programa acompanha uma tendência mundial, que aproxima as pessoas do próprio trabalho de restauração. “Acho que isso também amplia um pouco a experiência dos visitantes. Depois que as obras estiverem encerradas, eles vão poder falar: ‘eu participei, vivenciei essa experiência. Vi como era e como está agora’. Isso é muito importante”, comentou Ana Carolina. “Outro ponto importante é a própria valorização dos profissionais. Muitas vezes, nós não temos noção de como é o trabalho de um restaurador, e agora vai ser possível acompanhar isso de perto”, completou a gerente.
Obras
Serão realizadas diversas ações de restauração no Palácio da Liberdade. Um dos destaques é o projeto de iluminação cênica para destacar as fachadas externas e jardins, além de nova iluminação na área do entorno da piscina. Na área Recuperação e recomposição do madeirame do telhado. Restauração externa, como recuperação das fachadas e a revitalização dos jardins.
Outra novidade é a mudança de posição da tenda de eventos, que será transferida para a quadra dos governadores. No local onde está atualmente, será instalado espaço para orquestra, ampliando as possibilidades de apresentações artísticas nos jardins.
Como forma de manter as características e possibilitar o uso do bem cultural, está prevista a restauração dos elementos artísticos das pinturas parietais artísticas, de forros, molduras e piso em tacaria do Quarto do Governador e do Quarto da Rainha. A lista de ações de restauro inclui a recuperação da cozinha e instalação de novos armários; complementação e adequação dos acessos e percursos de visitação; restauro de corrimões e rodapés, entre outras.
A última obra realizada no local foi concluída em 2006, para solucionar problemas com infiltrações que prejudicavam o prédio e seu acervo artístico.




