Comitê alerta poluição de água em cidades próximas à barragem rompida

Por causa do deslocamento da lama e dos rejeitos do rompimento das barragens da Samarco em Mariana, os resíduos caíram no Rio Doce

Comitê alerta poluição de água em cidades próximas à barragem rompida

Na noite desta sexta-feira, 6 de novembro, a Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos (CTGEC) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce) emitiu um alerta sobre a onda de cheia e as mudanças que podem ocorrer na água de algumas cidades banhadas pelo Rio Doce nos próximos dias.

Por causa do deslocamento da lama e dos rejeitos do rompimento das barragens da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que aconteceu na tarde dessa quinta-feira, 5 de novembro, os resíduos caíram no Rio Doce e nas próximas horas devem chegar a estações de tratamento de água. 

De acordo com o CBH-Doce, os rejeitos devem atingir o Parque Estadual do Rio Doce (Estação de Cachoeira dos Óculos) até a manhã deste sábado, 7 de novembro. Na parte da tarde, deve chegar à estação de Belo Oriente; na madrugada de domingo à estação Governador Valadares; na tarde do mesmo dia, à estação Colatina, no Espírito Santo, e até segunda-feira a Linhares.

Pelo risco de que a onda provoque um grande aumento do nível da água, o Comitê recomenda aos usuários que protejam suas instalações de captação durante a passagem da cheia. Disse, ainda, que a natureza do resíduo em questão implica em prováveis alterações temporárias nas características da água bruta, especialmente com relação a parâmetros de turbidez, entre outros. De acordo com informações preliminares repassadas pela Samarco, o rejeito é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do minério de ferro. 

O Comitê afirmou que não há razões para alarme sobre inundações nos municípios do médio e baixo Rio Doce. "A situação está sendo monitorada e serão emitidos comunicados pelos órgãos oficiais caso haja necessidade".