Sidney do Salão exige obras de acessibilidade na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade
Vereador citou dificuldades encontradas por alguns dos homenageados em evento da Câmara realizado no espaço

Em setembro, a Câmara Municipal de Itabira realizou, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), entregas de honrarias para algumas figuras importantes da cidade. Porém, alguns dos homenageados tiveram dificuldades – ou até mesmo a impossibilidade – em subir ao palco do teatro do espaço. E a situação gerou uma indicação do vereador Sidney Marques Vitalino Guimarães “do Salão” (PTB), que exigiu obras de acessibilidade na FCCDA.
“Tivemos as honrarias na última semana no Centro Cultural, e durante as entregas me chamou muito a atenção com relação à acessibilidade. Houve alguns homenageados cadeirantes e idosos com dificuldade de locomoção, e não tem um acesso para o palco principal. Então a gente está pedindo a readequação, já que outro dia mesmo (a Prefeitura) gastou um dinheirão mexendo no telhado, com a empresa do irmão do ex-secretário do prefeito. E fazemos essa indicação aí para que o Marcos Alcântara (superintendente da FCCDA) faça essa atualização, porque a Fundação Cultural é um patrimônio da nossa cidade”, discursou o petebista, na reunião ordinária da última terça-feira (3).
A empresa a que Sidney se refere é a Ultra Engenharia, cujo um dos sócios é Bráulio Pena Medeiros. Ele é irmão de Flávio Pena Medeiros, ex-secretário da gestão Marco Antônio (PSB).
Procuramos a assesoria de comunicação da FCCDA para se posicionar sobre o tema, inclusive a questionando se obras de acessibilidade estão no radar. No entanto, não obtivemos nenhum retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

Olho para o próprio umbigo
Na esteira da discussão, o vereador Luciano Gonçalves dos Reis “Sobrinho” (MDB) também exigiu do atual presidente da Câmara, Heraldo Noronha Rodrigues (PTB), melhorias no acesso dos cadeirantes à sede do Legislativo.
“Gostaria de pedir ao senhor que se atentasse à acessibilidade da Casa do povo, presidente. Pessoas cadeirantes têm dificuldade para assistir uma reunião ordinária, os cadeirantes precisam passar pela rampa para ter acesso ao plenário, passar por dentro do plenário, porque não tem um acesso a cadeirante e o elevador não funciona. São várias coisas que estão precisando de melhoria, se devolve R$ 5 milhões para a Prefeitura Municipal de Itabira e não tem coragem de fazer uma acessibilidade às pessoas que querem assistir às reuniões”, protestou.
Heraldo, por outro lado, elogiou a indicação de Sidney e reconheceu as falhas no prédio da Câmara. O parlamentar prometeu, no entanto, providenciar um novo elevador e cadeiras de roda que possam ser utilizadas pelos cadeirantes não só nas reuniões, como em outros eventos promovidos no espaço.
“Aqui na Câmara não é diferente, a gente sabe que a acessibilidade está complicada. Sabemos que tem que fazer um elevador o mais rápido possível, porque aquele é antiquado, não compensa nem arrumar. Mas a reforma vai olhar justamente isso, colocaremos um elevador panorâmico, melhoraremos a entrada da Câmara, com certeza. A gente providenciou também comprar duas ou três cadeiras de roda, porque a pessoa vem tirar uma carteira de identidade e não tem cadeira de rodas para ela acessar aqui dentro”, enfatizou.
O presidente do Legislativo também previu o início da nova reforma da Câmara para até o fim deste ano. “O projeto arquitetônico já está em andamento e nesse ano ainda, se Deus quiser, pretendemos iniciar essa obra. A gente já tem melhorado a Câmara em alguma coisa, hoje já temos a luz solar, mas no final do ano passaremos tudo que foi feito na Câmara neste mandato. E com certeza a situação da acessibilidade a gente estará verificando”, completou.




