Moradores da rua Dona Antonina Moreira passam sufoco com obras

José Luiz Brandão, responsável pela obra, afirmou que para evitar problemas, construíram o muro de gabião com um metro de distância da casa do senhor Joaquim

Moradores da rua Dona Antonina Moreira passam sufoco com obras

Diversos moradores da rua Dona Antonina Moreira, localizada na divisa entre os bairros Alto Pereira e Nossa Senhora de Fátima (Moinho Velho), em Itabira, reclamam do transtorno causado por uma obra. No local foi construído um muro de contenção à gravidade com o uso de gabiões. Eles reivindicam a demora para a finalização do projeto, da poeira e dos possíveis riscos gerados. Há quatro meses a obra perdura.

Marlene das Mercedes explicou que quando a obra começou, os moradores da rua não foram informados do que se tratava e nem que era uma obra da Prefeitura. “Isso nos deixou indignados, não tinha placa indicando de quem era o responsável pela obra, nem a duração, o por que e o valor da obra”, disse.

Marta Helena, moradora da rua há mais de 15 anos, contou que tem um filho de cinco anos que está sofrendo consequências por causa da poeira. “Ele está tomando antialérgicos, tosse demais a noite e quase todos os dias vai para a escola todo sujo de barro ou poeira”, contou a moradora.

Para diminuir a poeira, os moradores jogam um pouco de água na rua, mas diversas pessoas que passam pelo local xingam a ação, fazendo inclusive ameaças. “Nós estamos cientes e conscientes da falta de água, porém não temos como não molhar a rua, estamos com problema de respiração”, disse Marlene.

Manifesto

Miguel Arcanjo Filho, também morador da rua, ameaça fazer um manifesto caso a empreiteira ou a Prefeitura não jogue água para a abafar a poeira. “Nós vamos fechar a rua e protestar”, disse Miguel.

Riscos

Na casa do senhor Joaquim Fonseca, de 83 anos, além de poeira e barro, trincas começaram a surgir nas paredes. “Já procurei diversas autoridades e órgãos públicos, mas não obtive sucesso. Desejo que a Prefeitura me indenize ou compre a minha casa. Estou correndo sérios riscos. Muito transtorno”, lamentou Joaquim.

Melhoria

O proprietário da empresa terceirizada pela Prefeitura, José Luiz Brandão, que está executando a obra, afirmou que todo o projeto é para o bem dos moradores. “Eles ficam implicando com os transtornos gerados, mas a obra começou justamente pelo perigo que eles não sabiam que existia. O talude corria o risco de desabar, atingir casas e pessoas. O terreno é muito íngreme e a Prefeitura interviu exatamente para proteger os moradores da região”, disse José.

De acordo com José, a obra já está na reta final. “O contrato já terminou, e agora vamos plantar gramas para evitar erosões. Acredito que no prazo de 15 dias a obra já esteja concluída”, contou.

A obra

A obra foi decretada em abril deste ano pela Prefeitura como de caráter emergencial – já que um barranco corria o risco de desabar a qualquer momento. A obra possui 48 metros de comprimento e custou aos cofres municipais R$ 511.936,20.