Servidores do Ministério Público de Itabira aderem a greve
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (SindsempMG) enviou nota informando que a categoria está em greve desde o dia 5 de outubro. Em Itabira os profissionais também aderiram à greve, segundo o sindicato. O atendimento à população continua, mas com escala reduzida ao percentual mínimo de 30%, como exige a lei. A […]
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (SindsempMG) enviou nota informando que a categoria está em greve desde o dia 5 de outubro. Em Itabira os profissionais também aderiram à greve, segundo o sindicato. O atendimento à população continua, mas com escala reduzida ao percentual mínimo de 30%, como exige a lei.
A decisão de paralisar as atividades foi tomada após várias tentativas de negociação com a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). O órgão administrativo do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está irredutível quanto às reivindicações de recomposição anual das perdas salariais causadas pela inflação e de negocia o retorno da jornada diária de 6 horas – pleito antigo – que traria economia à instituição.
A justificativa da PGJ para não repor as perdas salariais dos servidores foi de que o estado e o país passam por dificuldades financeiras. Entretanto, segundo o sindicato, o órgão administrativo do MPMG concedeu, em 2015, aos promotores e procuradores de Justiça, aumento de 19,5% em seus subsídios e instituiu ainda auxílio-moradia de R$ 4,3 mil e auxílio saúde de R$ 2,5 mil. Para eles, está previsto ainda, para janeiro de 2016, aumento de 5% nos subsídios e nos auxílios.
Por outro lado, depois de conceder benefícios e aumentos a promotores e procuradores de Justiça, a PGJ informou ao SindsempMG que o orçamento do MPMG estaria comprometido e que não seria possível proporcionar a recomposição salarial de 2015 aos servidores da instituição, muito menos a de 2016. Além disso, o órgão administrativo paralisou o plano de carreira da categoria e ameaçou servidores de demissão.