Prefeitura retoma 40 terrenos públicos invadidos no Gabiroba e promete endurecer fiscalização

Secretário de Desenvolvimento Urbano, Geraldo Roberto Ferreira da Silva (Véio)

Prefeitura retoma 40 terrenos públicos invadidos no Gabiroba e promete endurecer fiscalização

A Prefeitura de Itabira está atuando com rigor para combater as invasões de lotes pertencentes ao município. Nesta terça-feira, 22 de setembro, cerca de 40 terrenos foram retomados pelo município no bairro Gabiroba. O assunto foi pauta de uma coletiva de imprensa no auditório da Prefeitura.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Geraldo Roberto Ferreira da Silva (Véio), o procurador Jurídico, Alfredo Drummond, e o secretário-adjunto da Secretaria de Ordem Pública, Júlio Abílio, prestaram esclarecimentos sobre a situação. Com postura rígida diante das ocupações, Geraldo Véio informou que mais reintegrações estão por vir. “Quero deixar bem claro que a partir de hoje, nós vamos colocar uma fiscalização intensa na rua, se for preciso, 24 horas. Nós vamos agir e não vamos permitir essas invasões”, argumentou.

Ele pediu que a população denuncie, caso tenha conhecimento de alguma moradia em terreno público. Para isso, serão implantadas diversas placas em locais pertencentes ao município, com informações de como denunciar. Veio enfatizou que muitas pessoas invadem essas áreas, imaginando que futuramente o município regularizará, o que, segundo ele, não vai ocorrer. Além disso, o secretário disse que hoje foram retirados os moradores, mas, se eles retornarem ao local, a prefeitura retirará novamente.

Crime de estelionato

Quando a invasão é detectada no início, conforme explicou o procurador Alfredo Drummond, o governo pode retirar as construções, caso seja no início.  Ele alertou que quem vende área pública pratica crime de estelionato e quem compra é o principal prejudicado, pois futuramente esta será requisitada pelo município.

O secretário-adjunto de Ordem Pública, Júlio Maria Abílio, disse que quando há invasão de áreas públicas, a maior parte da comunidade perde, pois tais ações atrapalham os investimentos do governo. “Essas invasões atrapalham a comunidade ordeira, quem paga IPTU, quem tem a sua casa registrada, escriturada”, declarou.