Prefeitura e Irmandade Nossa Senhora das Dores discutem continuidade de serviços essenciais
Reunião durou três horas e teve apresentação de propostas. Continuidade dos serviços será discutida internamente entre Irmandade e corpo clínico do HNSD

A Prefeitura de Itabira se reuniu com representantes do setor de saúde do município para tratar sobre a manutenção dos serviços prestados pelo Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Pronto-Socorro, além do pagamento dos funcionários. O encontro aconteceu na tarde dessa sexta-feira, 18 de setembro, no gabinete do prefeito Damon Lázaro de Sena, e teve a participação do secretário de Saúde, Reynaldo Damasceno, do provedor do HNSD, Vaquimar Vaz, corpo clínico, do Conselho Regional de Medicina em Itabira, Roberto Barros, e do presidente da Irmandade Nossa Senhora das Dores, bispo dom Marco Aurélio Gubiotti.
A reunião foi motivada por um ofício enviado pelo bispo ao prefeito Damon. No documento, dom Marco Aurélio fala sobre as dificuldades econômicas geradas na Irmandade por causa de sucessivos atrasos de repasse por parte da Prefeitura de Itabira. A direção da entidade, então, apontou que cancelaria os convênios e devolveria ao Poder Público a responsabilidade de gerir o HNSD, o Pronto-Socorro e o Samu.
A reunião durou mais de três horas. Ao fim do encontro, o bispo Marco Aurélio afirmou que a Irmandade Nossa Senhora das Dores está ciente das dificuldades da Prefeitura, mas que o cenário desfavorável tem trazido conturbações também para a entidade. “É de conhecimento de todos a diminuição da arrecadação da Prefeitura. No entanto, o hospital tem compromissos e tem tido dificuldade de cumpri-los, como o pagamento dos fornecedores e médicos. A dificuldade da Prefeitura está refletindo na dificuldade de gestão do nosso hospital, especialmente, do Pronto-Socorro”, afirmou o religioso.
A Prefeitura apresentou propostas à Irmandade Nossa Senhora das Dores. Foi acertado que o pagamento referente ao mês de agosto será repassado no dia 5 de outubro (para repasse aos funcionários do hospital no 5º dia útil), tanto para o HNSD como para o Hospital Carlos Chagas (HCC). Também ficou acordado, de acordo com nota da Assessoria de Comunicação, o repasse da verba para pagamento dos médicos do HNSD, HCC, Pronto-Socorro Municipal e Samu no dia 8 do próximo mês.
A continuidade dos convênios será discutida internamente entre a mesa administrativa do hospital e a Irmandade Nossa Senhora das Dores em uma reunião nesta segunda-feira, 21. “Há um compromisso da Prefeitura com o pagamento da folha e dos repasses para o início do mês de outubro, em relação ao exercício de agosto”, comentou dom Marco Aurélio, que não descartou a possibilidade de devolução dos serviços ao Executivo Municipal.
Em relação ao Samu, o governo pediu que a Irmandade mantivesse a gestão até 31 de dezembro, uma vez que a partir de 1º de janeiro o serviço passará a ser de responsabilidade do Consórcio Intermunicipal Aliança para a Saúde (CIAS). Isso também será discutido pela Irmandade.
Secretaria de Saúde
O secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno, afirmou que a reunião ocorreu de maneira tranquila. Ele afirmou que há a garantia de que a Irmandade continue gerenciando o funcionamento do HNSD, e que os convênios para gestão do Pronto-Socorro e do Samu pelo menos no próximo mês. Após o feriado de 12 de outubro, haverá uma reunião para programar o restante do ano.
“Apelamos para Irmandade, não só pelos seus 158 anos de existência garantindo a saúde de Itabira e região, mas também pela pareceria de muitos anos. A Irmandade vai fazer os esforços administrativos e operacionais para que essa instabilidade financeira que agravou o Município não prejudique essa parceria e os serviços sejam garantidos”, disse Reynaldo Damasceno.
O prefeito Damon, via nota da Assessoria de Comunicação, lembrou a parceria da entidade de Saúde com o município. “O HNSD sempre atendeu bem a comunidade e mantém uma boa parceria com a Prefeitura. Estamos garantindo a continuidade do funcionamento de todos os serviços de saúde, tanto de urgência como dos hospitais”, afirmou.





