Prefeitura fará mais cortes para evitar novos atrasos de pagamento ao HCC, diz secretário
Reynaldo Damasceno respondeu a vários questionamentos dos vereadores e funcionários do hospital

Na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, funcionários do Hospital Carlos Chagas (HCC) e vereadores se reuniram com o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno, para debater o atraso do pagamento dos funcionários, ocasionado pela demora no repasse de recursos da Prefeitura para a Funcesi, mantenedora do hospital.
Diversas dúvidas dos participantes foram esclarecidas pelo secretário. A principal preocupação dos funcionários, além de receber seus salários, é ter a garantia de que os atrasos não voltem a acontecer nos próximos meses. Durante a reunião, Reynaldo explicou que não pode garantir que outros atrasos aconteçam, mas informou que parte do recurso foi repassado ao hospital nessa quarta-feira, como informado pela vice-diretora do HCC, Tânia Camilo.
“Estamos repassando amanhã [11 de setembro] para o Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) e para o HCC R$ 220 mil para o pagamento atrasado dos médicos. O HNSD também receberá R$ 560 mil para garantir o restante do pagamento dos médicos referente ao mês anterior”, disse Reynaldo. Para o secretário, a Prefeitura começa, a partir de agora, um novo desafio, que é recompor o pagamento dos funcionários e conseguir diante do cenário de crise até o fim do ano.
Ele declarou que o governo está empenhado em solucionar os problemas, inclusive fazendo novos cortes para equilibrar a situação financeira. “Ninguém está deixando de pagar para fazer gracinha, para prejudicar as famílias. Se a gente não passou o dinheiro é porque não tinha. Eu não posso garantir [que não vai haver mais atrasos], porque parte do recurso vem dos governos Estadual e Federal”, declarou.
Reynaldo afirmou ainda que o governo municipal tem cortado diversas “gorduras” de algumas áreas e feito contenção de gastos de forma que não afete diretamente a funcionalidade. Os cortes, segundo ele, vão continuar sendo feitos até que haja uma estabilização da crise financeira.
Tânia Camilo ressaltou que o hospital tem uma parceria muito grande com o município e que as portas estão abertas para que negociações ocorram. A vice-diretora garantiu, ainda, que não haverá radicalização ou confronto. “Temos uma equipe que é aguerrida, que entende o processo, mas ao mesmo tempo que reivindica seus direitos”, afirmou.





