“Impactos de cortes só poderão ser medidos no fim do ano”, diz secretário de Saúde

Reynaldo Damasceno apresentou números da saúde em audiência pública na Câmara de Vereadores de Itabira

“Impactos de cortes só poderão ser medidos no fim do ano”, diz secretário de Saúde

O secretário de Saúde de Itabira, Reynaldo Damasceno, apresentou em audiência pública na noite dessa segunda-feira, 24 de agosto, números da pasta comandada por ele relativos ao primeiro quadrimestre de 2015. O evento ocorreu na Câmara de Vereadores. De acordo com ele, os impactos dos cortes orçamentários promovidos no setor só poderão ser medidos no fim do ano. Isso porque algumas medidas, como as alterações no Pronto-Socorro Municipal, só terão reflexos financeiros nos próximos meses.  

Reynaldo mostrou que até o final do primeiro quadrimestre as receitas e despesas da Secretaria Municipal de Saúde continuavam dentro do previsto. Os cálculos iniciais da Prefeitura de Itabira eram de que os gastos na área chegassem a R$ 133,13 milhões em todo ano de 2015. Essa previsão, depois, foi atualizada para R$ 135,23 milhões. Desse montante, R$ 42,5 milhões foram liquidados até o mês de abril.

A tendência é de que os números caiam e sejam bem menores no fim do ano. Só nos hospitais, por exemplo, a Prefeitura reduziu em 20% os repasses para o Carlos Chagas e em 25% para o Nossa Senhora das Dores (que abriga o Pronto-Socorro). O motivo alegado é a queda na arrecadação municipal por causa da crise econômica. Segundo demonstrativos do secretário, o item assistência hospitalar e ambulatorial corresponde a 59% de toda despesa liquidada no segundo quadrimestre de 2015. No fim do ano, os valores devem apontar forte queda.

“Apesar dos cortes, estamos garantindo que o atendimento não perca em qualidade. E isso se deve ao grande esforço de toda equipe da Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou Reynaldo Damasceno, durante a audiência. Um dos reflexos do racionamento de recursos é a falta de remédios nas farmácias públicas. “Já estamos normalizando os pagamentos de fornecedores para regularizar a situação”, disse o secretário.

Atendimentos

Outro ponto destacado pelo secretário é relacionado aos atendimentos na rede pública municipal. Ele mostrou que o número de consultas na atenção básica (PSFs) subiu consideravelmente em abril por causa da efetivação dos médicos aprovados no concurso público do ano passado. Em março foram 6.263 atendimentos, contra 7.255 no mês seguinte.

O reforço nas equipes da atenção básica também refletiu no aumento de procedimentos nas portas de entrada do sistema municipal de saúde. No primeiro quadrimestre de 2014 foram 145.302 procedimentos. No mesmo período em 2015, o total subiu para 201.703. “Com as esquipes reforçadas, a tendência é que oferecemos mais qualidade no atendimento”, resumiu Reynaldo.

O secretário relacionou o acréscimo de profissionais na atenção básica ao desafogo nas consultas especializadas. Em março, foram 18.808 atendimentos desse tipo. Em abril, quando as equipes de PSF já estavam reforçadas, o número despencou para 14.924. “Isso mostra que a atenção básica ficou mais resolutiva”, argumentou. No entanto, ainda há um longo caminho a ser trilhado. O Ministério da Saúde preconiza que as consultas especializadas sejam a metade dos atendimentos na atenção básica. “Estamos trabalhando para isso e esperamos alcançar esta meta até o fim do ano que vem”, afirmou Reynaldo.

Serviços relacionados