Contra passagem a R$ 3,22, prefeito fala até em nova licitação do transporte público

Prefeito disse que empresa não tem deixada desejar

Contra passagem a R$ 3,22, prefeito fala até em nova licitação do transporte público
A Transporte Cisne, empresa que detém a concessão do transporte público em Itabira, apresentou à Prefeitura planilhas justificando um pedido de aumento na passagem para R$ 3,22 – atualmente os passageiros pagam R$ 2,90. O prefeito Damon Lázaro de Sena, em entrevista a DeFato Online nesta quinta-feira, 13 de agosto, disse que é contra o percentual de reajuste. Ele afirmou que a Transita tem um estudo, contratado por uma empresa especializada, que indica valor máximo de R$ 3,00.
 
“Determinei aos meus secretários que eu só discuto com a Cisne aumento de passagem quando ela nos der conhecimento real do que acontece no transporte coletivo na cidade. Existe uma licitação, que foi feita lá atrás, e a Cisne não cumpre o papel dela de permitir que a gente tome conhecimento, por exemplo, do número exato de passageiros que circula nos ônibus”, disparou o prefeito.
 
Damon declarou que a empresa fornece apenas um número relativo à bilhetagem eletrônica, “que só serve à Cisne, não serve à Prefeitura, aos órgãos de controle”. “Se a Cisne não cumprir o edital de licitação, eu vou abrir nova concessão. Vou abrir novo edital de concessão. Ou ela vai nos atender naquilo que está dentro da licitação, ou vamos ter problema mais grave com transporte coletivo na cidade”, disse ele.
 
O chefe do Executivo reiterou que, pelos cálculos da Transita, o valor da passagem no município deve girar entre R$ 2,95 e R$ 3,00. “A proposta é de a gente não estar mais com aquele apadrinhamento com a Cisne, que era uma empresa daqui de Itabira. Temos de voltar a atenção, na realidade, àquilo que a população precisa. E nas edições do Ouvir Você, as reclamações deram muitas páginas”, ressaltou.
 
O pedido de aumento de passagem precisa passar pelo Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT), presidido por Francisco Carlos Silva. Os conselheiros, que têm poder deliberativo, vão analisar e aprovar, ou não, o aumento. A assinatura final é do prefeito.
 
O gerente da Cisne, Albino José Pinheiro, informou que a empresa precisa reajustar as passagens para equilibrar as contas. Segundo ele, a Cisne está tendo dificuldades para manter em dia os compromissos com os fornecedores. Albino citou como justificativa para tal reajuste os gastos com combustível, inflação, manutenção e outros custos. “O contrato encontra-se em desequilíbrio financeiro. Acho que o transporte público de Itabira, a qualquer hora, pode entrar em colapso. Porque temos combustível a pagar e não estamos conseguindo cumprir o compromisso. Não sei se nosso fornecedor vai aguentar esperar. O desequilíbrio é grande”, justificou Albino.