Profissionais do Carlos Chagas denunciam atraso no pagamento do piso salarial da enfermagem
Administração do hospital foi procurada, mas não enviou retorno até então

De forma anônima, seis profissionais do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) relataram à DeFato não terem recebido o pagameto do atual piso salarial da enfermagem nos meses de novembro e dezembro. De acordo com uma representante do grupo, este não é o primeiro atraso. Os valores retroativos de maio a outubro também foram pagos fora do prazo pela instituição, administrada tanto pelo município quanto pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX). Procurada pela reportagem, a FSFX não se pronunciou até então, mas o espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
Uma das denunciantes, técnica de enfermagem no HMCC, afirma que a situação tem prejudicado o pagamento de contas básicas do seu dia a dia, como água e luz. Segundo ela, todos os profissionais da sua categoria “estão no mesmo barco”.
“A enfermagem precisa de ajuda. Precisamos receber o nosso retroativo, que por sinal é um direito nosso. Há relatos de que a Prefeitura de Itabira já passou o dinheiro para a Fundação São Francisco Xavier. Desde setembro estamos nessa corda bamba, o governo manda a verba para a Prefeitura, a Prefeitura repassa o valor referente para os hospitais. Porém, na FSFX repassa a verba quando eles querem sem data certa e sem contar os descontos gritantes. Todo dia 26, 28 de cada mês a Prefeitura repassa para os hospitais o valor, tanto que o HNSD conseguiu jogar na folha de pagamento de todo dia 5 do mês certinho, depositando na conta dos profissionais. Já na Fundação São Francisco Xavier recebe da Prefeitura no mesmo dia, não consegue repassar esse valor para os profissionais, nunca tem uma data […] precisamos de ajuda, precisamos de retorno. Os funcionários estão trabalhando insatisfeitos com todos esses transtornos, sem contar o contra-cheque zerado do mês de dezembro”, diz um relato enviado pelo grupo à DeFato.
Sem definição
No início de novembro do ano passado, o portal DeFato publicou uma matéria detalhando o imbróglio relacionado àquele mês. À época, o hospital já havia recebido mais de R$ 735 mil da Prefeitura para efetuar o repasse aos seus colaboradores.
Na oportunidade, a FSFX foi procurada pela reportagem para explicar o problema. Porém, assim como hoje (17), não houve nenhum tipo de retorno.




