Motociclistas falam dos desafios sobre duas rodas em Itabira

Em todos os atendimentos, manicure Janaína Santos Silva, 32, chega a bordo de sua moto de 150 cilindradas

Motociclistas falam dos desafios sobre duas rodas em Itabira
Nesta segunda-feira, 27 de julho, comemora-se o Dia Nacional do Motociclista.A data surgiu a partir de uma tentativa da Associação Brasileira de Motociclistas de estipular um dia comemorativo oficial. Em 27 de julho de 1974, morria o motociclista e mecânico da Honda, Marcus Bernardi, muito conhecido em São Paulo.
 
Por sugestão do proprietário da Concessionária Honda de Sorocada, na época, o deputado Alcides Franciscatto, em 1984, propôs que o Dia do Motociclista fosse comemorado em 27 de Julho, em homenagem ao ex-mecânico. 
 
Desafios do dia a dia
 
Em Itabira, DeFato Online saiu às ruas para ouvir alguns motociclistas sobre os desafios do dia a dia. Encontrou a manicure Janaína Santos Silva, 32 anos, que trabalha todos os dias sobre uma moto 150 cilindradas.
 
Para ela, o maior desafio é a falta de respeito no trânsito, “que está cada dia mais complicado”. Janaína cita a desobediência à sinalização, à faixa de pedestre e à preferência. E destaca o preconceito: “Às vezes, pelo fato de eu ser mulher, homens me fecham, não querem deixar passar”, diz a manicure, que pilota há cinco anos.
 
Janaína conta também que, não raramente, recebe “cantadas” quando circula por aí. “Acontece, mas finjo que não estou ouvindo. Fico séria, fecho a cara”, afirma. Certa vez, estava parada à noite em sua moto quando, de repente, um motorista pareou com ela e começou a proferir obscenidades. Ela ignorou e arrancou o mais depressa que pôde.
 
A falta de respeito também é citada pelo motociclista Wemerson José Souza, 23, que passa pelo menos oito horas em cima de uma moto. Ele faz entregas de materiais de lanternagem e pintura. Nas ruas da cidade, o que incomoda o entregador é a inobservância à preferência. “Quase ninguém dá a preferência”, lamenta.
 
Wemerson já se acidentou de moto, “devido à falta de respeito de outros no trânsito”. Ficou traumatizado por alguns dias, mas devido à paixão pelas duas rodas, voltou a pilotar. Para evitar novos acidentes, ele diz: “A gente tem que respeitar sempre”.