ArcelorMittal pode desativar laminador em Monlevade
Usina pode desativar laminador devido à baixa demanda
O CEO da ArcelorMittal Aços Longos Américas, Jefferson de Paula, afirmou na terça-feira, 14 de julho, durante o 26º Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo, que o Trem Lamina-dor 3 (TL3), de João Monlevade, poderá ficar de um a dois anos desativado por falta de demanda que justifique a sua operação.
O laminador 3, ainda em fase de testes, terá capacidade de produção de 1,050 milhão de toneladas de aço anuais e demandou investimentos de US$270 milhões. A redução de demanda, a alta da ociosidade e as perspectivas negativas para a economia brasileira nos próximos anos foram os motivos da decisão, que abrange outras unidades da empresa no país.
Um dos equipamentos que também deixará de operar possui capacidade de laminação de 500 mil toneladas ao ano e está instalado na unidade da empresa em Piracicaba, interior de São Paulo.
A Usina de Monlevade não fala em demissões e nem em redução da prestação de serviços de empreiteiras, salvo aquelas cujo cronograma de obras chegou ao fim. O executivo da empresa também afirmou que a decisão não está tomada em definitivo e que a iniciativa deve ocorrer entre um mês e meio ou dois meses. Esse é o tempo necessário para finalizar os testes do equipamento que opera há apenas um mês.
Adequações
As unidades mineiras da companhia, em Juiz de Fora, na Zona da Mata e em Monlevade, estão operando a plena capacidade, porém, a empresa já fez adequações de produção. Em Cariacica, no Espírito Santo, foram reduzidos dois turnos.
De Paula ressaltou que o foco da empresa está em reduzir custos para ficar mais competitiva. Para ele, o mercado doméstico não vai retomar o consumo de aço no prazo de dois anos e a previsão é de queda no PIB de 2% em 2015, fazendo com que o pico de consumo aparente do aço, que ocorreu em 2013, só deva ser atingido novamente em 2023. Diante deste contexto, uma das alternativas para a ArcelorMittal seria aumentar a participação no mercado internacional. Atualmente, 15% da produção são direcionadas para o exterior. (A Notícia)