Julgamento que pode cassar Moro é agendado para o dia 1º de abril
As ações alegam abuso de poder econômico, caixa 2, uso indevido dos meios de comunicação e irregularidades em contratos
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná agendou para o dia 1º de abril o julgamento de ações contra o senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR). O presidente do TRE paranaense, Sigurd Roberto Bengtsson, marcou três sessões para julgar os casos, que podem levar à cassação de Moro. As datas são: 1º, 3 e 8 de abril.
Moro é alvo em duas ações no TRE-PR: uma movida pelo PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, e outra pela Federação Brasil da Esperança (PT,PCdoB, e PV) que elegeu Lula. Em junho, o tribunal decidiu unir as ações. As ações alegam abuso de poder econômico, caixa 2, uso indevido dos meios de comunicação e irregularidades em contratos.
Os partidos pedem a cassação de Moro e sua inelegibilidade por 8 anos. Se condenado, Moro ainda pode recorrer ao TSE, entidade máxima da Justiça Eleitoral. Caso o recurso seja negado e sua chapa cassada, novas eleições para preenchimento do cargo deverão ocorrer.
A tramitação foi paralisada em função do fim do mandato do juiz titular Thiago Paiva dos Santos, que expirou em 23 de janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou o advogado José Rodrigo Sade para a vaga. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (22) e sua posse se dará a 6 de março próximo.
Com a posse, o TRE paranaense completa seu quadro de juízes, o que possibilita a retomada do julgamento das AIJES (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) contra Moro. O processo contra o senador encontra-se pronto desde o dia 30 de janeiro.




