Deputados evangélicos e católicos se manifestam contra a Parada Gay
Deputados subiram à tribuna e pediram que atos públicos que segundo eles, ferem a família e a liberdade religiosa, sejam transformados em crime hediondo
Uma manifestação no plenário da Câmara dos Deputados contra a Parada Gay, a Marcha das Vadias e a Marcha da Maconha deram espaço aos gritos de "respeito" por parte de deputados evangélicos e católicos na sessão dessa quarta-feira, 10 de junho.
Eles subiram à tribuna e pediram que atos públicos que segundo eles, ferem a família e a liberdade religiosa, sejam transformados em crime hediondo. Os políticos empunhavam cartazes que traziam fotos da 19ª Parada do Orgulho LGBT, realizada no domingo, 7.

"Temos que tipificar como crime hediondo essas cenas, que atingem nossas famílias", discursou o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que também participou do ato. Coube ao presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), sair em defesa do que ele chama de diversidade e do Estado laico. "Vivemos uma República laica. Não podemos transformar isso aqui numa igreja. Estou querendo trazer à lembrança de todos que não é para falar em nome dos 513 deputados. Respeitem a diversidade, respeitem a República laica".
Os religiosos criticaram também o fato de a atriz transexual Viviany Beleboni ter se prendido na cruz, durante a parada gay, para representar o sofrimento dos homossexuais no país.