Deputados evangélicos e católicos se manifestam contra a Parada Gay

Deputados subiram à tribuna e pediram que atos públicos que segundo eles, ferem a família e a liberdade religiosa, sejam transformados em crime hediondo

Deputados evangélicos e católicos se manifestam contra a Parada Gay

Uma manifestação no plenário da Câmara dos Deputados contra a Parada Gay, a Marcha das Vadias e a Marcha da Maconha deram espaço aos gritos de "respeito" por parte de deputados evangélicos e católicos na sessão dessa quarta-feira, 10 de junho. 

Eles subiram à tribuna e pediram que atos públicos que segundo eles, ferem a família e a liberdade religiosa, sejam transformados em crime hediondo. Os políticos empunhavam cartazes que traziam fotos da 19ª Parada do Orgulho LGBT, realizada no domingo, 7. 

Folheto contra a parada gay distribuído por deputados da bancada evangélica (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
 
"Os ativistas do movimento LGBT cometerem crime de profanação contra símbolo religioso, ferindo a todos os cristãos ao usarem uma pessoa pregada na cruz, utilizando símbolos do cristianismo de forma escandalosa, zombando e ridicularizando o sacrifício de Jesus", diz uma nota de repúdio lida pelo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, João Campos (PSDB-GO). A nota é assinada ainda pelo deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), presidente da Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana, e pelo deputado Alan Rick (PRB-AC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família.
 

"Temos que tipificar como crime hediondo essas cenas, que atingem nossas famílias", discursou o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que também participou do ato. Coube ao presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), sair em defesa do que ele chama de diversidade e do Estado laico.  "Vivemos uma República laica. Não podemos transformar isso aqui numa igreja. Estou querendo trazer à lembrança de todos que não é para falar em nome dos 513 deputados. Respeitem a diversidade, respeitem a República laica". 

Os religiosos criticaram também o fato de a atriz transexual Viviany Beleboni ter se prendido na cruz, durante a parada gay, para representar o sofrimento dos homossexuais no país.