Propriedades do Preservar para não secar são vistoriadas

Objetivo das vistorias é realizar um levantamento completo, para que se tenha um diagnóstico mais preciso destas propriedades

Propriedades do Preservar para não secar são vistoriadas

Os terrenos que fazem parte do programa Preservar para não secar estão passando por vistorias. O trabalho, realizado pela Prefeitura de Itabira, teve início nessa terça-feira, 21 de maio, nas propriedades que possuem fossa séptica ou que não geram efluente. A vistoria está sendo executada por técnicos da SMMA, alunos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que fazem estágio na pasta, técnicos da Superintendência de Geoprocessamento e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

Segundo a diretora de Recursos Hídricos e Qualidade do Ar, Simone Lorena Frade Magalhães, neste primeiro momento, cerca de 50 propriedades serão vistoriadas. “Os técnicos da SMMA percorrerão todas as nascentes, aplicarão questionários com os proprietários e farão uma avaliação do terreno, para posteriormente orientar os agricultores do que é necessário ser aprimorado”.

O objetivo das vistorias é realizar um levantamento completo, para que se tenha um diagnóstico mais preciso destas propriedades, além de verificar se os critérios para a preservação das nascentes estão sendo cumpridas.

Aquelas que não possuem fossa séptica terão de instalá-las até 31 de agosto, em cumprimento a uma das metas do programa. Nestas, as visitas técnicas acontecerão a partir de setembro.

O programa

O programa “Preservar para não secar” é regulamentado por decreto e tem como objetivo conceder incentivo financeiro a proprietários rurais pela conservação, proteção e preservação de áreas com matas nativas e nas margens de rios nascentes e mananciais em Itabira.

De autoria do prefeito Damon Lázaro de Sena, o decreto permite que agricultores, familiares e produtores rurais inseridos no programa recebam um auxílio financeiro anual que será calculado em UPFMs (Unidades Padrão Fiscal Municipal). Em dezembro do ano passado, foi pago o primeiro benefício. O governo investiu R$ 559.520,43. O valor foi divido entre os participantes, considerando o tamanho da área cercada e protegida. A quantia variou entre R$ 2.400,00 e R$ 12.000,00.