Itabira pode voltar a cobrar taxa de lixo, diz Damon
Prefeito aponta o crescimento da cidade, a redução do preço do minério e necessidade de manter a cidade cuidada como fatores para a volta da cobrança

Durante a apresentação de Geraldo Martins da Costa, o Lado de Dona Dudu, como novo presidente da Itaurb, o prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena, levantou a possibilidade de o município voltar a cobrar a taxa de lixo.
Segundo o chefe do Executivo itabirano, a Itaurb demanda um capital econômico muito alto e os gastos com a empresa giram em torno de R$ 25 milhões ao ano. Os altos custos aliados à crise econômica, reduzindo a arrecadação do município, motivam a discussão sobre o retorno da cobrança do encargo.
Damon justifica a iniciativa relembrando a época em que a taxa foi suspensa. “Nós tínhamos o valor do minério lá em cima e royalties respeitáveis. Hoje somos uma cidade de 116 mil habitantes, com alguns bairros sem equipe de varrição”, disse, lembrando da possível queda de R$ 180 milhões no orçamento até o fim do governo.
A volta da taxa de lixo pode se tornar uma realidade caso não haja uma mudança no cenário internacional do minério de ferro. O prefeito ressalta que a atenção do governo está voltada para a gestão dos impostos e espera uma conscientização da população sobre a importância de colaborar para que a cidade fique bem cuidada.
“Vamos fazer algumas contas. Se houvesse uma taxa de lixo no valor de R$ 200 ao ano, dividindo por 12, teríamos algo próximo de R$ 16 por mês. Se dividíssemos por quatro semanas, acharíamos um valor de R$ 4. E ainda se dividíssemos esse valor por três vezes, que é o número de vezes que o caminhão de coleta orgânica passa na porta da casa, a pessoa vai pagar menos de R$ 2 por dia que o caminhão passar”, calculou Damon, sem esquecer de citar gastos com combustível, manutenção, motoristas e coletores.