O belo-horizontino Hélio Ferreira, 58 anos, encontrou uma saída para driblar produtos indesejados de parceiros e clientes em seu estabelecimento que revende itens usados, em Conceição do Mato Dentro.
Topa-tudo é o nome normalmente atribuído a esse tipo de comércio. Topa-tudo de fulano, Topa-Tudo de beltrano… Mas ao analisar o significado da palavra “tudo”, Hélio ficou preocupado e colocou no meio o termo “quase”. Pronto! Topa quase tudo. Nome claro e objetivo, sem margens para má interpretação.
“Quase tudo, porque se você falar que topa tudo, o camarada chega com dois quilos de maconha e acha que você tem que vender pra ele”, diz o empresário. “Outro dia um cara chegou para vender aqui um computador velho, aqueles cabeçudos. Eu disse: ‘Esse trem aí não vende, não’. Ele respondeu: ‘Mas você não topa tudo?’. Eu retruquei, ‘tudo não. Olha a placa aí’”, contou aos risos.
A brincadeira chama a atenção. Quem passa pela avenida acha graça no nome diferente e acaba parando para ver se tem algo útil para comprar. Hélio começou o negócio há mais ou menos um ano e está satisfeito com as vendas. Compra, vende e troca quase tudo. Quase tudo.